Apocalipse

22-09-2015 11:34

 

     Esta palavra, a princípio, causa medo e apreensão, afinal a grande maioria das pessoas associa a ela uma ideia de catástrofe, destruição em massa e até o fim do mundo. Será que o apocalipse é realmente isto? Existe alguma outra forma de interpretar o apocalipse?

    Observamos que o exterior é o reflexo do interior. O que as pessoas vivem em seus pensamentos e emoções se reflete para o mundo e o transforma pouco a pouco na somatória destes pensamentos e emoções, sejam estes para o “bem” ou para o “mal”. Interpretando o apocalipse, a princípio, como um momento de transição, podemos entender que estudar o apocalipse é estudar a somatória dos pensamentos, emoções, ações e reações produzidas pela humanidade atualmente, em conjunto com o que já foi produzido desde que o planeta se tornou habitável para nós. Observamos que a somatória destes pensamentos e emoções gerou e continua alimentando o que podemos denominar de egrégora.

    Uma egrégora é, em síntese, uma forma de energia concentrada da coletividade. Cada segmento da humanidade gera mais uma egrégora que se mantém “viva” pela energia de seus participantes, já que estes possuem afinidade vibracional com ela na esfera do pensamento, emoção e ação/reação. Dentre os inúmeros pensamentos, emoções, ações e reações produzidos pelo Humano, se destacam a vontade e o desejo de dominar. A necessidade de dominar o outro gera uma concentração vibracional de energia que alimenta uma egrégora gigantesca, seus tentáculos se estendem em todas as áreas de atuação da humanidade, mantendo seus associados em uma espécie de cativeiro psíquico.

    Para ficar mais claro, vamos exemplificar, formam egrégoras: participantes de religiões, grupos místicos de qualquer espécie, donos e funcionários de empresas, profissionais de diversas áreas, comunidades formadas por bairro, cidade, estado ou país, torcida dos mais variados tipos de esportes, famílias, grupos com afinidades musicais, teatrais, artísticas, políticas, filosóficas, culturais, sociais, científicas, etc. Onde existir duas ou mais pessoas com afinidade de pensamento/emoção/ação focadas em um objetivo comum, ali existirá uma egrégora. Ali existirá, também, uma pessoa tentando dominar a outra. Essa tendência, às vezes, se mostra bem clara como em um regime ditatorial. Outras vezes está velada sob a cortina da religião, da política, da música, do sistema financeiro, etc.

    Egrégora existe independente da distância física dos seus participantes e, também, pode se manter ativa por gerações. Portanto, egrégora não é boa nem ruim, ela é o que é. Assim como existem pequenas egrégoras, como a de uma família, existem grandes egrégoras, como a de um país. Podemos ir além e falar da egrégora de toda a humanidade vivente, também chamada de egrégora planetária. Por último, podemos expandir a noção de egrégora para outras realidades tais como: as extrafísicas correspondentes a pessoas que perderam seu corpo físico, extraterrestes que ainda não alcançaram o nível de consciência para ter um corpo físico e, também, para aqueles que já ultrapassaram esta fase e não precisam mais viver em um corpo material.

    Por muitos anos observamos como as egrégoras nascem, crescem, se fortalecem, se enfraquecem e morrem, ou melhor dizendo, esfriam. Como dissemos acima, uma egrégora não é boa nem ruim, ela é o que é, ou seja, a somatória dos pensamentos, emoções, ações e reações das pessoas que a constituíram e a mantém. Convém dizer que existem sujeitos “astutos” que podem manipular, por meio da energia coletiva gerada pela egrégora, outras formas de vida, assim como existem aqueles “inocentes” que se deixam manipular por ela. Tal manipulação ocorre principalmente, devido à necessidade de dominar e ser dominado, uma constante universal. Existem ainda aquelas egrégoras tão fortalecidas e energizadas que podem produzir verdadeiros “milagres”. Observamos certa vez, em um grande templo religioso, visitado por pessoas do país inteiro, o poder que uma egrégora pode ter quando alimentada por milhões de pessoas. As crenças místicas religiosas alimentam egrégoras gigantescas. Algumas se parecem com larvas do tamanho de um estádio de futebol ou, às vezes, maior. Outras têm a forma do objeto de adoração dos participantes. Muito interessante é observar a egrégora do medo, com seus monstros horrendos, verdadeiros dragões de papel. Podemos citar ainda, egrégoras do sexo, da violência, da guerra, do dinheiro, da política e muitas egrégoras menores que são subprodutos destas.

    Descrever a infinidade de egrégoras existentes no mundo não é o objetivo deste artigo, apenas as citamos para indicar o que pode acontecer com o advento do apocalipse. Nossa pesquisa indica que o apocalipse corresponde, sim, a uma destruição, no entanto, não como as pessoas imaginam ou interpretam equivocadamente. O apocalipse é, inicialmente, a eliminação parcial das egrégoras de baixa vibração em escala pessoal, regional, e posteriormente, planetária. Este precioso momento que vivemos nos presenteia com a oportunidade para rever todas as nossas produções ao longo da nossa história humana. Tudo pode ser mudado, nós somos criadores e destruidores, nós somos o que somos.

    O termo eliminação parcial da egrégora tem um sentido muito especial neste caso. Mesmo que determinadas egrégoras fossem eliminadas em cem por cento no planeta não significaria, necessariamente, que ela “morreu” ou “desapareceu”. Pessoas desencarnadas poderiam, em tese, ainda estar ligadas a esta vibração. Há também o fato de as egrégoras não serem “apenas” terrestres, muitas delas vêm de fora. Como exemplo, podemos citar a egrégora do domínio, como dissemos antes, uma constante universal. Exemplo interessante é a egrégora da violência, que manipula os indivíduos humanos como se fossem marionetes, saboreando os frutos de suas ações/reações após atos violentos. Para os elementos que vivem nesta faixa vibracional, os frutos da violência são tão inebriantes para eles quanto um bom vinho é para nós, afinal tudo precisa se alimentar no universo, até mesmo as egrégoras e seus elementos densos constituintes.

    Quando uma pessoa se associa a uma egrégora, gera dentro desta esfera vibracional o que chamamos de elemento denso. O elemento denso é a parte essencial que a pessoa colocou dentro da egrégora e que a alimenta. A essência tem energia e consciência, similar a uma pequena bateria viva, que são sugadas pela egrégora. Este processo mantém a essência cativa sob uma espécie de hipnotismo, um estado vibracional alterado no qual a essência perde a consciência de si mesma, fornecendo energia ao seu dominador. Este vínculo será mantido até que a essência seja resgata por um processo que podemos denominar despertar da consciência.

    O Ser Humano, esquecido de si mesmo, se acostumou a ser guiado pelos elementos densos que ele mesmo criou e alimentou. Esta é a história de uma criação que se volta contra o seu criador e assume o controle. Nós, Humanos, somos agora submissos a eles, cativos em um “campo de concentração planetário” do qual as grades à nossa volta estão apenas em nossa mente. A egrégora planetária se constitui por uma superposição de energias vibracionais de todos os elementos densos criados e alimentados no planeta até então, criando padrões de interferência construtivos e destrutivos (bem e mal). Os estados psicológicos, comumente chamados de “estar bem” ou “estar mal”, felicidade/tristeza, amor/ódio e muitos outros, têm íntima relação com estes padrões de interferência. Quanto mais observamos estes padrões vibracionais atuando em sua forma de manipulação mental/ emocional, mais nos conscientizamos de que estamos adormecidos, hipnotizados sob o domínio destes elementos densos.

    Observamos pessoas esclarecidas falando sobre a quebra do sistema financeiro, sobre o sumiço do dinheiro, sobre as alterações de ordem psicológica, emocional e sexual. A estrutura interna de valores do ser humano está se alterando e isto é um fato que pode ser observado por todos os lados. Observamos mudanças ocorrendo em diversos segmentos da estrutura mundial. Alterações na economia, no clima, no ritmo de vida, na liberdade de pensamentos, na necessidade de expor as emoções e sentimentos contidos. Grupos se organizando em redes sociais com o intuito de fazer manifestações, protestos, defender bandeiras, proclamar pensamentos, reclamar a liberdade tão desejada por todos.

    Entendemos esta forma de atuação coletiva como um indício de que os elementos densos, que aprisionam há milênios a humanidade, estão sendo evidenciados. Apesar de a maioria das pessoas não perceber a sua realidade, sentem que tem algo estranho “no ar”, pressentem que “algo” precisa ser mudado, mesmo que não saibam exatamente o que é. Se as pessoas que se associaram a estas egrégoras e alimentaram os elementos densos se conscientizassem da sua realidade, poderiam dar um basta a este mecanismo de dominação/submissão e resolver despertar a consciência, o que, em outras palavras, significa o apocalipse para elas. Vendo por este ângulo, a palavra apocalipse deixa de ser tão enigmática e assustadora e passa a ser uma oportunidade de mudança.

    Vamos estudar duas formas de nos retirar das egrégoras de baixa vibração com consequente eliminação do elemento denso. A primeira é um processo mecânico empregado pela natureza. Por uma questão de afinidade vibracional, elementos densos são direcionados para regiões vibracionais cada vez mais densas e entram em processo de compactação dimensional inimaginável, que os desintegrarão inevitavelmente ao longo de muitos, muitos anos.  A parte desagradável, aos olhos humanos, deste processo, é que, ao penetrar nas regiões mais densas da natureza, estes elementos densos arrastam partículas essenciais das pessoas que se associaram a eles e os alimentaram. Quando uma pessoa se associa a um elemento denso, seja ele qual for, deposita nele uma fração do Ser, o que chamamos de essência ou partícula de luz. A libertação da essência ou partícula de luz do Ser, tendo em vista este processo mecânico da natureza, se dá depois de um período de tempo extremamente longo e desagradável.

    Ao longo dos anos ou mesmo séculos, as egrégoras e seus elementos densos agregados tendem a se robustecer, adquirindo mais e mais participantes humanos associados, o que gera mais densidade vibracional. Este ciclo vicioso se assemelha a um buraco negro insaciável que arrasta uma quantidade enorme de essências para regiões dimensionais do multiverso com densidades vibracionais absurdas. Entendemos que este é o mecanismo que o elemento denso usa para manter cativo seus participantes, eternizando a vampirização de suas energias-essências. Para escapar deste processo mecânico empregado pelo universo multidimensional, também chamado multiverso, que tende a triturar em nível atômico e subatômico as formas vibracionais das energias desqualificadas geradas pelo elemento denso e seus associados, é preciso compreender a segunda forma de escapar das egrégoras.

     A segunda forma de se retirar das egrégoras de baixa vibração, sendo esta a mais interessante para nós, consiste em seus participantes decidirem que é hora de eliminar o elemento denso associado a ela. Assim, elas deixam de ser alimentadas e começam a definhar, enfraquecer e esfriar até seus vínculos desaparecerem em nós. Este procedimento exige uma compreensão total do processo e uma força de vontade inabalável pois, como citamos acima,  o elemento denso se alimenta da energia de seus participantes, sendo ele “vivo”, buscará alimento justamente naqueles que o criaram e alimentaram. Este processo consiste, muitas vezes, em ir contra os próprios pensamentos e emoções, já que o elemento denso é uma forma de energia que “aprendeu” a manipular para se alimentar, criando para tanto formas ilusórias e hipnóticas que confundem nossa psique. De fato, não é um procedimento simples; a pessoa que quer se retirar definitivamente de uma egrégora necessita de auto-observação constante, força de vontade, atenção, compreensão, consciência de si mesma de momento a momento. Precisa manter o foco. Este conjunto de ações produz o despertar da consciência, tendo como consequência um efeito transformador. Pouco a pouco, a pessoa que se associou a esta ou àquela egrégora vai despertando como se estivesse em um sono profundo. Vale a pena salientar que, para o sucesso deste processo de ruptura, se faz necessária uma determinada quantidade de energia.

    A energia vibracional empregada pela pessoa precisa ser equivalente à usada para gerar o elemento denso, no entanto, com alta vibração. Quando uma forma de energia de alta vibração entra em contato com uma de baixa vibração equivalente, porém oposta, elas se anulam. O resultado desta operação matemática é a libertação da essência investida na referida egrégora. Este procedimento é a síntese do que chamamos de Resgate. Portanto, realizar este procedimento equivale a realizar o apocalipse interior. Existe uma forma prática de realizar este procedimento de transformação de energia e ele será o tema do nosso próximo artigo.

    Nossas pesquisam indicam que o apocalipse exterior, com suas transformações severas em todo o globo terrestre, é uma possibilidade. Porém, aqueles que assimilarem e realizarem conscientemente o apocalipse interior, de livre e espontânea vontade, não se identificarão com o processo externo. Esta classe de pessoas esclarecidas e conscientes atuará como instrumentos do Ser, afinados e preparados para dar suporte às transformações da Terra. Para ser mais preciso em relação ao apocalipse exterior, esclarecemos que ele já iniciou. O movimento de transformação de todo o globo terrestre é evidente e tem sido estudado por várias áreas de conhecimento. A ciência já mostra os sinais mais evidentes, tais como: aquecimento global, mudança na temperatura dos oceanos, derretimento de geleiras, contaminação das águas, poluição intensa do ar, desastres radioativos, uso indiscriminado de agrotóxicos que agem como toxinas neuroquímicas afetando o sistema nervoso, a extinção acelerada de espécies animais e vegetais, terremotos, tsunamis, enfim, os sinais estão a nossa vista.

    Concluímos este artigo dizendo que apocalipse é, ao mesmo tempo, crise e oportunidade. Certamente existem momentos de forte expressão material e espiritual em que tomamos decisões que mudam nossa vida. Tais momentos de crise intensa podem ser considerados pequenos apocalipses interiores; deles surgem a oportunidade de sermos criaturas diferentes, transformadas e transformadoras. Temos a oportunidade de nos transformar radicalmente, reconectando as instâncias do Ser em nós mesmos e, assim, resgatar nossas essências investidas em outras dimensões do multiverso às quais nos associamos ao longo da jornada por inúmeras existências físicas neste planeta. A cura integral, envolvendo as instâncias de manifestação do Ser, física, energética e espiritual está ao nosso alcance.

 

 22 de setembro de 2015 .

 

 

  

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