Cosmos

09-11-2016 18:36

        Diante do Cosmos, nosso planeta é, de fato, como um grão de areia em uma imensa praia cósmica. Certa vez, fui convidado para conhecer a estrutura do Ser chamado Cosmos. Sim, é isto mesmo, vivemos dentro de um imenso organismo vivo chamado Cosmos. Podemos dizer que, da mesma forma como Ele é imensamente grande, também é imensamente humilde e atencioso com as criaturas que vivem em seu interior. Sabemos que já existe muita literatura tratando deste assunto: Madame H. P. Blavatsky, grande sábia e fundadora da Sociedade Teosófica, em sua magistral obra “A Doutrina Secreta”, fala com muita propriedade da criação do Cosmos. O Sr. Samael Aun Weor, Mestre fundador do conhecimento Gnóstico, também trata do assunto de forma magnífica.

        O Objetivo deste artigo é colocar à disposição do leitor nossas observações sobre a formação e a estrutura do Cosmos. Fazendo uma pesquisa em livros e artigos sobre o tema, encontramos algumas referências que coincidem com o que observamos e, para facilitar o entendimento, emprestamos da literatura acima citada, os termos abaixo.

Estrutura do Cosmos:

 

1º Protocosmos

2º Ayocosmos

3º Macrocosmos

4º Deuterocosmos

5º Mesocosmos

6º Microcosmos

7º Tritocosmos

   

        O Protocosmos representa a parte não visível do Cosmos; esta dimensão corresponde à criação. Falando cientificamente poderíamos associá-lo ao Big Bang, a grande explosão que deu origem a tudo. Os cientistas ligados à área da Cosmologia têm estudado um tipo de vibração que ficou conhecida como Radiação Cósmica de Fundo, um tipo específico de vibração espalhada por todo universo que faz referência ao nascimento do Cosmos. Os estudos atuais de Cosmologia apontam claramente para o início de todo o universo partindo de um único ponto; tudo mesmo, inclusive o tempo. Utilizando uma linguagem de cunho espiritual, comum aos místicos, o Protocosmos representa o Sagrado Sol Absoluto, ou seja, a referência espiritual de cada Sol físico criado. Esta dimensão corresponde à “Fonte” ou “Origem” de tudo o que foi ou será criado, e nela, reina a Lei Única. Descrever o Protocosmos como a origem de tudo faz supor que estamos falando do passado, porém não é bem assim; esta dimensão totalmente espiritual está muito além de ser apenas um ponto de criação em um passado remoto. Tudo que é, foi ou será, vive dentro do Protocosmos, aguardando o momento de se manifestar ou se preparando para voltar ao seu seio.

        Ayocosmos corresponde ao universo perceptível, ou seja, tudo aquilo que pode ser visto, ouvido, sentido, etc. Entendemos que esta dimensão compreende todo o criado do infinitamente pequeno ao infinitamente grande. Para nós, o Ayocosmos é o corpo universal manifestado do Ser chamado Cosmos, onde nós desenvolvemos nosso Ser. Vendo-o de fora, Ele é semelhante a uma esfera muito luminosa. É possível ter esta experiência de ver o corpo universal do Cosmos atravessando uma das esferas solares que permitem o salto quântico vibracional para fora do grande corpo universal. Esta experiência pode ser realizada concentrando-se na estrela, viajando até ela e projetando-se em seu núcleo com alta velocidade. Ayocosmos é regido por três leis: Ação, Reação e Conciliação. Existe, no espaço universal, uma espécie de tecido que forma filamentos cósmicos que ligam todos os pontos do corpo universal. Em outras palavras, o espaço, mesmo naqueles pontos não ocupados por partículas ou radiação de nenhuma espécie, existe um tipo de comunicação energético-espiritual, formando um organismo vivo e consciente. No artigo intitulado “Ser”, o denominamos Espaço Quântico. O Espaço Quântico é similar a um tecido vivo! O Espaço Quântico é um Ser vivo!

        O Macrocosmos corresponde às galáxias do universo; no nosso caso específico, a Via Láctea. Nossa Galáxia também é um Ser vivo, que acolhe em seu interior centenas de bilhões de estrelas. Cada estrela leva consigo planetas, luas, asteroides, cometas e muita poeira. Utilizando a Lei Hermética da Correspondência, podemos traçar um paralelo entre o corpo Humano e o corpo Cósmico. Nesta visão associativa, as células do corpo Humano representariam as galáxias do corpo Cósmico. Nossas observações nos mostraram que a nossa galáxia é gerenciada por doze conselheiros anciões e por um Ser chamado pelo título de “Cristo Galáctico”. É interessante observar a correspondência numérica apresentada nos textos sagrados, com o que presenciamos na sede espiritual da galáxia. Segundo a Bíblia, no novo testamento, Jesus Cristo tinha doze apóstolos, a mesma estrutura hierárquica que observamos no Conselho Galáctico. Ao que tudo indica, esta relação de um mais doze é uma constante universal dentro da criação do Ser.

        Por esta perspectiva, vemos novamente a Lei Hermética da Correspondência em ação. O drama histórico apresentado pelo Sr. Jesus Cristo no planeta Terra, pelo que pudemos entender, é uma reprodução cósmica da estrutura de organização do Ser que “É”. Nossa observação, até agora, conduz à compreensão de que todos nós, que almejamos o desenvolvimento espiritual, em algum momento da nossa experiência terrestre, encontraremos nossas doze partes, nossos doze representantes Humanos que nos auxiliam a encontrar e desenvolver o Cristo Íntimo dentro de nós mesmos. Por outro lado, mantendo-se em mente a Lei da Correspondência, podemos compreender, de forma equivalente, que estes doze representantes da organização do nosso Ser, também estão dentro de nós mesmos, aqui e agora, como partes do nosso próprio corpo.

        Por duas vezes estive presente no grande salão onde os membros do conselho galáctico se reúnem. Eles são enormes! Em uma estimativa pouco precisa, calculo que tenham uns 30 metros de altura. Todos eles se apresentam como anciões, com uma espécie de cajado na mão e vestindo trajes muito bonitos.

        Fazendo uma associação com a Física, ciência que estuda a natureza e suas propriedades, o Macrocosmos está vibracionalmente ligado ao mundo das partículas subatômicas, ou seja, as partículas e antipartículas que formam a matéria. O Cosmos se densifica vibracionalmente para dar vazão à criação. Para cada grande faixa vibracional cósmica, que compreendemos como dimensão, surgem novas regras, novas leis, para organizar as estruturas criadas. Isto faz parte da mecanicidade do Cosmos. Portanto, quanto mais densa, vibracionalmente falando, for a dimensão, mais leis ou regras surgem para organizá-la, mais mecanicidade pode ser observada nas estruturas criadas. Segundo nossas pesquisas, o Macrocosmos é regido por seis leis.

            O Deuterocosmos corresponde ao Sistema Solar. O Sol, os planetas, as luas, asteroides, cometas e até a poeira fazem parte de um outro Ser vivo chamado Sistema Solar. Para nós, o Sol se apresenta com o nome de Miguel ou Michael. Foi nos dito que Miguel é o Cristo Solar, ou seja, a fonte da vida para todo o sistema no qual vivemos. Pelo que podemos observar e estudar, nosso Sol é o coração do Sistema Solar. Na dimensão em que vivemos, o Sol é um grande transformador de energia, convertendo, a cada segundo, toneladas e toneladas de átomos de Hidrogênio em átomos de Hélio. Tal transformação de energia, chamada pelos físicos de fusão nuclear, é a maior e mais poderosa fonte de energia conhecida. Uma ínfima parcela da energia produzida pelo Sol a cada segundo, se fosse possível converter totalmente em energia utilizável, seria suficiente para a humanidade viver com total autonomia energética.

            Na dimensão física ou terceira dimensão, nosso Sol, a estrela mais próxima da Terra, é uma grande fornalha nuclear. No entanto, na quarta dimensão ou dimensão Astral, suas características são totalmente diferentes. Tivemos a honra de conhecer um pouco do ambiente solar após uma intensa conexão estabelecida há mais de 10 anos, por conta do exercício chamado “Olhando o Sol”, ensinado pelo Sr. Hira Ratan Manek. Este exercício é altamente recomendável para todos os que buscam se desenvolver espiritualmente, já que vai direto à Fonte, o Sol.

            O nosso Sol, na quarta dimensão, é um local belíssimo, com continentes, florestas e oceanos imensos. Seus habitantes são magros e altos. Os braços, pernas e dedos das mãos são um pouco mais compridos que os nossos. Eles têm todo o corpo luminoso. Não consegui perceber suas roupas; se existem, parecem ser bem finas e grudadas à pele. O rosto é semelhante ao nosso, com dois olhos, nariz pequeno, boca. Não vi orelhas nem cabelo; pode ser por conta de uma espécie de proteção muito fina na cabeça, deixando só o rosto à mostra. Moram em áreas rurais com número reduzido de habitantes. Porém, existem centros de alta tecnologia extraordinários onde eles se reúnem para observar o que está ocorrendo nos outros planetas do Sistema Solar. Em uma de minhas experiências, um Ser Solar me apresentou uma espécie de telescópio que fica no alto de um centro de pesquisa deles. Pude utilizá-lo por alguns instantes e, do Sol, vi minha casa aqui na Terra, pessoas passando pela rua, escutei os sons como se estive a alguns metros da cena. Olhei para meu anfitrião e perguntei:

            - Como isto é possível? Estou a milhões de quilômetros da Terra!

            Ele respondeu:

            - Tempo e Espaço não são o que você pensa! A Lente deste instrumento pode penetrar as dimensões.

            Assim, compreendi que os habitantes do Sol estão constantemente nos observando e analisando nosso progresso. Quando querem, podem viajar pelo Sistema Solar livremente, chegando a qualquer planeta muito rapidamente. Suas naves são esféricas e extremamente luminosas. Percebi que os seres que ali vivem, com formas e características muito semelhantes ao nosso corpo, são nossos “irmãos espirituais-espaciais”, considerando a estrutura do Ser que somos. Como Ser que “É”, o Sistema Solar tem regiões que emitem vibrações específicas, que podemos associar com nosso próprio corpo Humano. A sintonia vibracional do Sol, em nós, corresponde ao coração.

        Ao sintonizar o planeta Mercúrio, percebemos que sua vibração é mental. Assim, considerando o Sistema Solar como se fosse um corpo Humano, poderíamos associá-lo com a região da cabeça. Na dimensão física, Mercúrio é um planeta muito quente, pois está extremamente próximo do Sol. No entanto, em outras dimensões, este calor não é percebido, pois outras leis cósmicas estão em jogo. Na quarta dimensão, o planeta Mercúrio é cheio de vida. Existem lugares lindos, vegetação e água em abundância, templos de cura maravilhosos e clima agradável. Em Mercúrio, qualquer pensamento é percebido pelas outras pessoas. Lá, as mentes das pessoas são serenas; não existe este batalhar mental a que estamos acostumados aqui no planeta Terra. As roupas que pude observar são, em sua maioria, trajes longos com cores suaves.

        O segundo planeta do Sistema Solar, em ordem a partir do Sol, é Vênus. Na dimensão física, é uma imensa estufa com gases venenosos como já foi confirmado por sondas espaciais. Já na quarta dimensão, sua beleza é extraordinária. Existem oceanos maiores que os nossos; a alimentação dos habitantes de Vênus é baseada nos peixes do mar. Sua representação vibracional no corpo do Sistema Solar corresponde aos órgãos sexuais. Os romanos associaram ao nome Vênus a deusa do Amor. Para os gregos Vênus era Afrodite a deusa mais bela do Olimpo.

        O terceiro planeta do nosso Sistema Solar é a Terra. Sua representação vibracional no corpo do sistema corresponde aos intestinos. Nosso planeta desenvolveu vida na terceira dimensão, a mais densa da criação, pelo fato de seus habitantes, há milhões de anos, terem adotado certos procedimentos radicais em relação à energia criadora, como já analisamos em artigos anteriores, mais especificamente no artigo “Elemento Denso”. A vida semelhante à nossa se estabelece por todas as regiões do universo na quarta dimensão. Podemos dizer que o padrão vibracional da vida Humana é a quarta dimensão. No planeta Terra, os Humanos aqui viventes, há muitos milhões de anos, começaram a se comportar como animais, em especial na questão sexual, o que conduziu aquela população, chamada pelos místicos de Raça Adâmica, a viver na terceira dimensão. Pelo que podemos observar, a terceira dimensão é a faixa vibracional do Cosmos destinada aos animais. Então, hoje, nós que nos consideramos Humanos, estamos mais para animais, vibratoriamente falando.

        Com justa razão, sábios e mestres que se desenvolvem espiritualmente, tratam o Humano atual como um animal intelectual.  Diante dos nossos “irmãos espirituais-espaciais” da quarta dimensão, que residem nas várias esferas do Sistema Solar e em outras, universo a fora, nosso avanço consciencial é mínimo. Um esforço planetário está sendo feito agora para gerar boas sementes da humanidade atual. Tais sementes germinarão, na próxima raça raiz que está sendo chamada por nossos irmãos espirituais-espaciais de Koradi, um processo que, segundo nossas pesquisas, levará aproximadamente mil anos para se consolidar.

        Nosso planeta também mantém habitantes na quarta dimensão, o chamado Astral Superior. Nesta região vibracional residem os seres mais desenvolvidos, espiritualmente falando, que passaram pela vida Humana. Existe também, o Astral Inferior, que é, basicamente, uma cópia do mundo tridimensional Humano. Sair em corpo astral corresponde a investigar estas dimensões que citamos, porém se faz necessário ter consciência das faixas vibracionais do astral, pois o Astral Inferior não tem nada de útil para ver.

        O quarto planeta é Marte, o planeta vermelho. Sua vibração no corpo do Sistema Solar corresponde à perna direita, braço direto, fígado, joelho direito. A percepção da sua vibração é de força, dinamismo, sustentação. Os habitantes de Marte são evoluídos espiritualmente. Recebi e continuo recebendo grande ajuda em meu desenvolvimento de parte do meu próprio Ser que habita o interior do planeta vermelho. Em Marte, o ensinamento cósmico do Cristo Vivo, o Senhor da Vida que pulsa em nosso coração, como vimos no artigo “O Poder”, foi aceito pela população, e esta passou a viver pelos princípios e valores da consciência. Algo totalmente distinto do que ocorre em nosso planeta, pois aqui, atualmente baseamos nossos valores em nosso próprio ego, ou seja, no elemento denso e suas egrégoras de manifestação.

        Segundo nossas pesquisas, nem sempre foi assim. No começo, antes da chamada queda Adâmica, os planetas tinham um forte intercâmbio cultural e espiritual. Pelo que sabemos, nosso planeta foi o único em que os habitantes desceram para a região vibracional da terceira dimensão, desenvolvendo uma vibração animal e chegando ao nível mais baixo de consciência do Ser que Somos. Em nosso planeta, os habitantes, ao longo da sua jornada de nascimentos e mortes, vidas, como nos acostumamos a falar, podem descer tanto em seu nível vibracional-consciencial que, ao atingirem um ponto limite, perdem até o direito de nascer na forma humana. A consequência disto é a involução para o padrão vibracional totalmente animal, que significa que o princípio reencarnante não consegue mais entrar em um corpo Humano e passa a ocupar corpos animais. Boa parte dos animais de estimação que vivem conosco estão nesta condição.

        O quinto planeta foi chamado de planeta Amarelo. Hoje, é um monte de escombros chamado de Cinturão Principal de Asteroides, que ocupa o espaço compreendido entre as órbitas de Marte e Júpiter. A vibração que podemos perceber vinda desta região corresponde à perna esquerda, braço esquerdo, baço, joelho esquerdo. Quando sintonizamos todo o Sistema Solar em nosso corpo, percebemos uma fraqueza no joelho esquerdo. Em sua caminhada cósmica, fazendo uma associação com um corpo Humano, podemos perceber o Sistema Solar mancar da perna esquerda, compensando a passada com a perna direita, e assim, forçando o joelho direto, ou seja, Marte, está sobrecarregado no quesito sustentação e estabilidade do corpo cósmico do Sistema Solar.

        No Planeta Amarelo se desenvolveu uma civilização que se excedeu na busca de situações extremas. Segundo os registros que observamos, os habitantes do planeta Amarelo tinham pele escura, não tinham cabelo nem pelos pelo corpo. Desenvolveram uma civilização baseada na extrema limpeza e assepsia, chegando ao ponto de inibir o contato físico entre os habitantes. Criaram máquinas que gestavam os fetos em placentas orgânico-mecânicas a partir do terceiro mês de gestação. Com o tempo, seus habitantes chegaram à conclusão de que corpos femininos não eram necessários e a população começou a se tornar mais masculina. No começo, a proporção foi de 10 para 1, depois com o tempo 100 para 1, quando chegou a 1000 homens para uma mulher, foram orientados por Seres Supervisores a parar com esta tendência de polarização do masculino, pois já começavam a interferir na estabilidade planetária. Os planetas precisam dos seus habitantes da mesma forma que os habitantes precisam dos planetas: para sobreviver. Como faltava a energia do tipo feminina, o planeta se desestabilizou e explodiu. Sabemos que Júpiter teve uma participação ativa no processo, porém temos pouca informação e ainda estamos estudando estes fatos. Antes da destruição total, alguns habitantes, conscientes do processo, já decididos a voltar à estabilidade das polaridades masculino-feminino, se mudaram para a maior Lua de Júpiter, chamada Ganímedes, que também é o maior satélite natural do Sistema Solar.

          O sexto planeta é Júpiter, porém, oficialmente, perante a ciência, o planeta Amarelo não conta, pois segundo os estudos astronômicos, ele nem chegou a se formar. Para a Astronomia, Júpiter é o quinto planeta. Sua vibração pode ser percebida em todo o tronco, e mais especificamente nos pulmões. Seus habitantes se apresentaram como seres gasosos, muito diferentes dos que já tinha visto. Na terceira dimensão, Júpiter é um planeta gigante gasoso. Em seu interior, segundo as observações científicas, reinam terríveis furacões e gases mortais. Por outro lado, na quarta dimensão, é bem diferente. Sua esfera é luminosa e a superfície bem macia, como um colchão de espuma. Lembra a superfície do Sol, que tem características parecidas.

        O sétimo planeta é Saturno (oficialmente o sexto), o planeta que tem lindos anéis a sua volta. Sua vibração tem a ver com as percepções. Analisando pelo nosso próprio corpo, poderíamos associar sua vibração com a visão, audição, paladar, tato e olfato e outras, para nós, consideradas extra-sensoriais. Saturno, na visão tridimensional e pelas observações científicas, também é um planeta gasoso.

        O oitavo planeta é Urano (sétimo para a ciência). Sua vibração faz referência às coisas duais no corpo Humano e fora dele, por exemplo: dois olhos, dois braços, duas pernas, dois hemisférios cerebrais e, também, ao que está fora de nós: masculino e feminino, alto e baixo, certo e errado, grande e pequeno, etc. Para a Astronomia, Urano recebe a classificação de planeta gasoso.

        O nono é Netuno (oitavo para a ciência). Sua vibração pode ser sentida nos líquidos do corpo, assim como pode ser sentida nos líquidos do planeta todo. Talvez seja por isso que Netuno foi considerado pelos romanos como o deus senhor dos mares. Entre os antigos gregos, o deus Netuno foi conhecido como Poseidon. Recebemos a informação que, quando a Atlântida, antiga ilha que existia próxima às Ilhas Bermudas no Oceano Atlântico, estava para afundar, seus habitantes se utilizaram de naves espaciais, que também eram capazes de viagens dimensionais, para estabelecer uma base na quarta dimensão do planeta Netuno. Lá, interagiram com os habitantes nativos de Netuno e formaram uma magnífica raça híbrida extremamente evoluída espiritual e cientificamente.

        Na cidade principal de Netuno existe uma estátua ao Sr. Arcthurio, o Cristo (Salvador) Atlante que resgatou milhares de habitantes antes do afundamento da ilha principal. A estátua tem entre 4 e 5 metros de altura, ele veste roupa de guerreiro e segura em sua mão direita um tridente, que tem a altura aproximada da sua cabeça. Nossas pesquisas indicam que o salvador atlante ficou conhecido em nosso mundo como Noé. As naves espaciais utilizadas por aquele magnífico mestre ficaram registradas na história como a Arca de Noé. Os animais que entraram na Arca de Noé, da história bíblica, representam os habitantes da antiga raça atlante que ainda não haviam se desenvolvido totalmente, ainda não tinham eliminado certos elementos densos do seu interior, ou seja, ainda apresentavam algum traço da vibração animal remanescente da Lemúria, a raça anterior, conhecida pela drástica mudança vibracional ocorrida na chamada queda Adâmica. Com muito empenho, dedicação e amor este mestre atlante resgatou e conduziu este povo a um novo lar, transformando-os totalmente.

        Plutão, que vem na sequência, não é mais considerado um planeta. Agora ele recebe a classificação de Planeta Anão, juntamente com Ceres (que fica no Cinturão Principal de Asteroides, para nós, núcleo do planeta Amarelo que explodiu) e Éris (que fica nos confins do Sistema Solar, bem além de Plutão, em uma região conhecida como Disco Disperso). Segundo as observações astronômicas, Plutão é um membro do Cinturão de Kuiper e é composto basicamente de rocha e gelo. Sua vibração está intimamente ligada aos minerais do nosso corpo. Dentro da versão mística, Plutão era considerado pelos romanos como o deus das riquezas do subsolo. Segundo este mito, ele era o soberano do reino inferior, também chamado submundo. Anteriormente à apropriação do culto a este deus pelos romanos, Plutão era conhecido como Hades entre os gregos. Em nossas pesquisas, ele se apresentou a nós como um gigante Lemuriano de mais de seis metros de altura, vestido com armadura e empunhando uma espada; seus olhos eram negros e o capacete cobria quase todo seu rosto, não nos permitindo ver suas feições. Os elementos densos que carregamos em nosso interior, quando muito densos, atingem esta vibração e passam a sintonizar a vibração de Plutão, mas especificamente da sua Lua, Caronte.

        Plutão nos ensina que tudo o que existe em nosso corpo também existe, de forma similar, no Planeta Terra e no Sistema Solar. Cabe aqui destacar a máxima inscrita no pronaos (pátio) do Templo de Apolo, em Delfos: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo."

       Na terceira dimensão, o planeta anão Plutão, como já ficou demonstrado em 14 de julho de 2015 pela sonda espacial New Horizons, é formado por rocha e gelo, o que torna a vida como a conhecemos uma impossibilidade. No entanto, na quarta dimensão, existe vida neste planeta. Seus habitantes são especialistas em pesquisa mineral, com tamanho bem reduzido; lembram os anões do nosso mundo. As informações que o povo de Plutão pode nos transmitir são extraordinárias. Eles me mostraram cristais que podem abastecer cidades inteiras com sua energia. Os antigos atlantes conseguiram obter, destes pequenos seres, o conhecimento para converter energia por meio de cristais e, assim, construíram magníficas cidades com paredes translúcidas que se iluminavam à noite. Os pequenos, porém, fortes habitantes de Plutão, nos explicaram que, em nosso corpo existem milhares de microcristais que, quando ativados, proporcionam comunicação com todas as formas de vida da criação. Segundo estes senhores, os que mais se destacam e merecem nossa atenção imediata são os cristais de apatita, presentes na constituição da glândula pineal. Esses cristais podem ser energizados com procedimentos ligados à respiração e meditação. Eles nos disseram que todo o processo de energização dos cristais em nosso corpo, e em especial na glândula pineal, pode ser acelerado milhões de vezes com a prática do ato sexual sem derramamento de energia.

        O Mesocosmos corresponde à faixa vibracional dos planetas. Esta dimensão da criação é regida por 24 leis, o que indica uma mecanicidade ainda maior do que a que rege o Sistema Solar como um todo. Estas regras ou leis são criadas para acomodar a vida planetária em todos os seus níveis.

      O Microcosmos corresponde à faixa vibracional Humana. Esta dimensão é regida por 48 leis ou graus de liberdade. Nossas investigações ligam as 48 leis do microcosmos aos 48 cromossomos que constituem o DNA Humano. A genética, mesmo que muito avançada, só conseguiu detectar 46 cromossomos (23 pares) no DNA Humano. Acontece que dois cromossomos especiais têm uma vibração ligeiramente diferente do padrão vibracional da terceira dimensão e só poderão ser detectados com lentes dimensionais, ainda não desenvolvidas. Quando isto ocorrer, os cientistas serão capazes de mesclar o DNA Humano com o DNA Animal para gerar híbridos, principalmente para executar o trabalho braçal. Sabemos disto, porque este procedimento já foi utilizado há muitos milhares de anos pelo povo Atlante. Inclusive, uma das experiências genéticas bem-sucedidas foi um híbrido entre DNA de macaco e DNA de Atlante, que depois de milhares de anos, abandonado por seus criadores por conta do afundamento da ilha atlante, se tornou o Homo Sapiens. Foi a partir deste momento que os princípios reencarnantes provenientes do povo Atlante, que permaneceram na Terra após o afundamento da ilha principal, puderam voltar a nascer na forma Humana e se desenvolver, ao longo destes milhares de anos, estabelecendo a nossa civilização atual. Considerando os aspectos espirituais, energéticos e as mesclas de DNA entre as raças durante o processo de desenvolvimento planetário, nós, Humanos, somos descendentes dos Atlantes, e estes são descendentes dos Lemurianos, a chamada Raça Adâmica.

        O Tritocosmos corresponde às faixas vibracionais equivalentes ao reino mineral, submundo para os romanos, Hades para os gregos, reino dos mortos para os egípcios. São nove faixas vibracionais que compõem o Tritocosmos e, a cada novo nível ou dimensão, a densidade vibracional aumenta significativamente.

        O primeiro nível do submundo é regido por 96 leis, ou seja, 96 vezes mais denso que o Protocosmos, regido pela lei única, a origem de tudo. Com este nível de limitação, esta faixa vibracional gera uma mecanicidade extremamente opressora e densa. Este nível do Tritocosmos é um lugar deveras desagradável de observar. Lá encontramos, por exemplo: fanáticos religiosos que se autopunem com látegos, torturadores, enfim, vários personagens que viveram como Humanos, porém ao longo da sua jornada, densificaram radicalmente sua própria energia a ponto de habitar estas regiões inferiores.

        O segundo nível do Tritocosmos corresponde à dimensão com 192 leis. Neste ambiente, as formas espectrais daqueles que já foram Humanos ainda preservam os traços semelhantes aos nossos, no entanto, o grau de confinamento é tão intenso que eles ficam como se estivem vestindo uma camisa de força.

        No terceiro nível do Tritocosmos, as formas espectrais começam a perder a aparência Humana, ficam similares a caveiras vivas. Vemo-los constantemente vomitando. Ali estão, por exemplo, os casos de bulimia, os glutões e muitas outras variedades de situações parecidas. Este nível é regido por 288 leis.

       O quarto nível do Tritocosmos é muito, muito denso. São 384 leis controlando seus habitantes. Ali encontramos assassinos que utilizam armas cortantes: facas, espadas, etc.

       O quinto nível é ainda mais denso; são 480 leis mecânicas agindo nesta faixa vibracional. Praticamente, é como se seus habitantes ficassem em câmera lenta. Conforme descemos as faixas vibracionais, o tempo se torna mais longo, ou seja, o tempo é proporcional à densidade da dimensão em questão. Um minuto na terceira dimensão pode representar dias ou anos nas dimensões inferiores, dependendo do nível do Tritocosmos. Assim como o tempo fica mais reduzido nas dimensões superiores. Na quinta dimensão superior, também chamada dimensão mental, o tempo é tão absurdamente diminuto que ela recebeu o título de eternidade.

        O sexto nível inferior do Tritocosmos é um lugar assombroso, muito escuro. São 576 leis em ação nesta faixa vibracional. Os habitantes ali agridem qualquer um que passe por eles com um só fio de luz, por isso usamos um disfarce para penetrar nesta região. Este disfarce consiste de uma veste negra que cobre desde a cabeça até os pés e uma máscara de um rosto deformado para passarmos despercebidos para os habitantes desta faixa vibracional. Ali encontramos homens que agridem mulheres, místicos que utilizam o poder feminino indevidamente, muita violência contra o sexo oposto.

       Nosso guia para estas dimensões inferiores é o Senhor Lúcifer; certamente, sem sua permissão, não poderíamos visualizá-las. Esclarecemos, ainda, que todo procedimento é realizado pelo designo de Michael, o Cristo Solar. Em nossa perspectiva, a épica batalha entre Miguel (Michael) e Lúcifer, nada mais é do que uma referência à aceitação e compreensão do Humano em relação a sua própria estrutura multidimensional. Miguel e Lúcifer são como as duas faces de uma mesma moeda: um ensina as coisas do Céu (nossa condição espacial-espiritual), enquanto o outro nos revela coisas da Terra (nosso atual estado de vibração animal). Resumindo, são partes do nosso próprio Ser, que atuam dentro e fora de nós.

        O Tritocosmos existe dentro de cada Humano, assim como existe dentro do Planeta e dentro do Sistema Solar.

       O sétimo nível do Tritocosmos é ainda mais denso; são 672 leis mecânicas atuando nesta faixa vibracional. Vemos formas parcialmente humanas, literalmente aos pedaços, tentando reagrupar seu corpo, como se isto fosse possível. Esta é a faixa vibracional dos drogados, viciados, etc. Infelizmente, o uso contínuo de drogas de qualquer tipo conduz o corpo astral das pessoas, ainda em vida, para esta região infradimensional. A tortura e pressão imposta pelas 672 leis nesta faixa vibracional são devastadoras; isto se reflete no quanto é difícil para um drogado abandonar o vício.

       O oitavo nível do Tritocosmos é ainda mais denso, chegando a 768 leis mecânicas. Tamanho é o aprisionamento imposto por esta quantidade de leis que parece que o tempo não passa nesta faixa vibracional. Realmente, é difícil aproximar uma proporção de tempo entre nossa realidade e o oitavo nível do submundo, porém sinto que um minuto para nós levaria anos no oitavo nível do Tritocosmos. Ali, encontramos as pessoas que levaram o orgulho, a vaidade e a ira ao extremo. Líderes que mataram milhares de pessoas, que conduziram enormes quantidades de pessoas à guerra e à destruição. Nesta faixa vibracional, encontramos os autores dos genocídios da história da humanidade, encontramos fanáticos religiosos que levaram seu povo às guerras “santas”.

      O nono nível do Tritocosmos é o mais denso de todos. São 864 leis atuando nesta faixa vibracional. Este ambiente é terrivelmente denso. Para se chegar a esta dimensão e atuar, conscientemente dentro dela, é necessário uma autorização especial do nosso próprio Ser. Esta é a Nona Esfera, a dimensão dos abusos sexuais e toda classe de infortúnio desta ordem. Ali, residem os chamados magos negros, figuras tão enigmáticas que é difícil descrever. Dentro desta esfera vibracional encontramos duas outras: as esferas de Lilith e Nahemah, já descritas em artigos anteriores. Nossas pesquisas indicam que podemos manter contato com esta esfera infradimensional ainda que estejamos vivendo na terceira dimensão, a dimensão física. Nos artigos anteriores, fizemos referência a estas dimensões inferiores. Neste precioso instante queremos evidenciar que toda conexão sexual nos conduz a esta esfera vibracional. Por este motivo, a Nona Esfera é considerada o próprio Sexo. Cabe aqui o discernimento do que fazer no momento em que entramos em contato com esta dimensão. Se jogamos fora nossa energia quando estamos em contato com esta faixa vibracional, a sexual no caso, parte nossa, essência do nosso próprio Ser, começa a vibrar nesta faixa e, inevitavelmente, é aprisionada neste padrão vibracional. Em resumo, cada perda de energia sexual conduz o Humano para as dimensões inferiores do Tritocosmos, fazendo com que ele se aproxime mais e mais da vibração animal.        Por outro lado, cada ato sexual com transformação das energias e a condução adequada pelos canais apropriados da vibração e potência sexual conduzem o Humano para as dimensões superiores do Ser, tornando-o um Humano iluminado com consciência espacial-espiritual, ou seja, um conhecedor de si mesmo.

      Este artigo trata de um assunto muito vasto e complexo. Seguramente, o que aqui escrevemos é só um pequeno esboço da imensa possibilidade de pesquisa proporcionada pelo Ser que chamamos de Cosmos. Para o leitor, deixamos a indicação de que tudo que aqui está escrito precisa ser verificado dentro do seu interior, em contato íntimo com seu próprio Ser. Assim, o conhecimento exposto neste artigo se torna sabedoria para o Ser que você “É”, despertando sua consciência para o Cosmos multidimensional em que vivemos.

 

9 de novembro de 2016.

 

 

 

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