Cura

22-08-2015 16:15

    A cura real e verdadeira existe? É possível alcançá-la? Vivê-la de forma integral em nós mesmos? Ser curado é algo externo ou interno? Depende de nós ou dos outros? E os detentores da cura, acaso seriam os médicos, curandeiros, pajés, espiritualistas, praticantes de medicina alternativa, seres superiores, extraterrestres, habitantes de uma dimensão paralela? Afinal, o que é cura e como obtê-la de forma integral?

    Nossa investigação nos indica que a cura em apenas uma instância do nosso Ser é incompleta e temporária. A princípio, para facilitar o entendimento e introduzir o assunto, podemos visualizar nosso Ser como físico, energético e espiritual. Quando buscamos a cura e a encontramos apenas na instância física, ela se mostra incompleta, pois problemas de ordem energética não foram solucionados e a problemática física pode retornar após algum tempo. São exemplos os casos de pessoas com doenças que se mostram resistentes ao tratamento convencional, às vezes apresentam uma leve melhora, mas logo retornam ao estágio inicial ou até pioram. Podemos citar outro exemplo clássico: quando o emocional está desequilibrado – a parte energética do Ser – afeta o corpo físico e a pessoa sofre uma espécie de indigestão de emoções, tal fato desencadeia uma torrente de substâncias produzidas pelo próprio corpo que são injetadas na corrente sanguínea e provocam alterações em todo o organismo. Uma destas alterações mais comum é a dor em vários pontos do corpo, principalmente na cabeça.

    Podemos ampliar, então, a busca pelo entendimento da cura integral abrangendo a instância energética. Associamos a este departamento do nosso Ser os aspectos emocionais e mentais, enfim, todos os aspectos de ordem psicológica. São exemplos casos de traumas, fobias, depressão, irritação, apatia, angústia, euforia, transtornos, mágoas, estresse, etc. Para estes casos é comum o uso de substâncias químicas, o que de fato organiza, controla e até minimiza os efeitos do problema psicológico em questão, porém observamos que as pessoas que se utilizam desta classe de remédios têm-se mostrado mais dopadas do que curadas. De forma geral, há ainda outras formas de tratamento, que em alguns casos ainda são considerados alternativos, tais como: florais, acupuntura, homeopatia, hipnose, bioenergética, fitoterapia, que favorecem a cura, desde que haja, também, uma participação efetiva do paciente no processo de compreensão do seu processo, ou seja, na busca da origem do problema.

    Há ainda outra instância do Ser: a espiritual. Para nós, o espírito vive dentro do corpo, o faz movimentar, pensar, sentir e atuar, ou seja, ele é o princípio anímico da vida. Sem a presença do espírito não há vida, não há o brilho nos olhos. O Espírito vive e se manifesta por meio do corpo, apesar de ser independente dele. Nosso sistema de crenças não afeta o espírito, que tem o corpo físico como um veículo de sua manifestação. O sistema de crenças afeta apenas a instância energética – manifestação mental/emocional - do nosso Ser, e por consequência o corpo físico, que está em ordem hierarquicamente inferior ao da instância energética. A morte do corpo físico é, para o espírito, o mesmo que para nós humanos é a troca de uma roupa. O Ser recolhe sua manifestação energética para introduzi-la mais tarde em uma nova matriz, deixando assim, o corpo físico antigo se desintegrar.

    Nossas investigações nos mostram que o espírito pode atuar com maior ou menor intensidade durante a vida da pessoa. Sabemos também que existe uma espécie de piloto automático e que muitas pessoas estão operando desta forma. Uma pessoa em piloto automático tem uma vida completamente normal aos olhos de seus pares, porém nada sabe sobre o espírito. Neste caso o espírito mantém uma pequena porcentagem do seu potencial na instância energética e física, permitindo a vida, contudo, as percepções internas da pessoa em questão ficam extremamente limitadas. O veículo do Ser que chamamos de corpo humano ou corpo físico é complexo e extraordinário, no entanto, por falha de comunicação interna com as instâncias superior do Ser, atua de forma equivocada e prejudicial a ele mesmo. Esta falha de comunicação interna vem ocorrendo há milênios, desde que ocorreu um evento cósmico que podemos denominar acidente solar.

    Para ilustrar melhor a explanação, vamos adotar uma ordem hierárquica na manifestação do Ser, pensando na densidade vibracional das instâncias de manifestação, do mais sutil para ao mais denso: Espiritual, Energético e Físico. A manifestação do Ser envolve os corpos espirituais, corpos energéticos e corpos físicos, porém a consciência ou essência do Ser é independente destes corpos de manifestação. No entanto, quando a consciência quer se manifestar nas dimensões correspondentes ao espírito, à energia e à matéria, se faz necessário que o Ser crie os veículos corporais correspondentes a estas dimensões. Chamamos de corpos, pois estes veículos são completos em sua manifestação, ou seja, são muito similares ao nosso corpo físico, porém, atuam com um grau de liberdade vibracional maior à medida que a densidade vibracional diminui. As leis físicas mudam de acordo com a instância de manifestação do Ser; por exemplo, na instância energética a força da gravidade se torna quase imperceptível. O corpo emocional, também chamado corpo astral, pode flutuar mediante a força de vontade, independente do corpo físico. Este estado alterado de consciência pode ser atingido em meditação ou, com algum treino, durante o sono normal. O estudo deste estado alterado de consciência em que a pessoa se sente fora do seu corpo físico é tema de estudos sérios e ampla divulgação atualmente.

    Além do corpo físico e da instância energética, existe a instância espiritual. Os impulsos que saem da instância espiritual vêm da consciência primordial também conhecida por Mônada, passam pelo filtro da dimensão energética para depois chegarem ao corpo físico. A dimensão energética é composta pela nossa psique, cheia de conceitos e pré-conceitos intelectuais, além de emoções diversas. Sabemos que escolas de esoterismo dividem em sete as manifestações do Ser, atribuindo a cada manifestação um corpo, que se refere à densidade vibracional de sua manifestação. Apenas para traçar um paralelo, podemos associar ao espírito três corpos que se manifestam em dimensões e vibrações distintas, e para a instância energética, também três corpos vibracionais distintos; somando a estes o corpo físico, temos sete corpos no total.

    Nossas pesquisas indicam que a cura integral é um processo de reequilíbrio e perfeita comunicação entre todas as instâncias de manifestação do Ser. Nossa observação indica que não existe cura unilateral, ou seja, cura do físico excluindo o energético, ou mesmo, cura do físico e energético excluindo o espiritual. Nossas investigações nos mostram que a cura integral e definitiva precisa ocorrer em todas as instâncias de manifestação do Ser. Mesmo que uma pessoa fique livre dos sintomas de uma determinada doença, não significa necessariamente que esteja curada. Existe a possibilidade de certos agentes ficarem em stand-by, como que adormecidos, aguardando nova oportunidade para agir.

    O Ser é ao mesmo tempo consciência, espírito, energia e matéria física. Separar o Ser em instâncias serve apenas para o estudo que estamos fazendo. Esta divisão só faz sentido como método explicativo devido à dificuldade que nossa psique tem ao tentar compreender o universo multidimensional.  Esta divisão em instâncias de manifestação é um artifício explicativo que visa dar um sentido estrutural do Ser para nossa mente atrofiada e condicionada à manifestação tridimensional. Para facilitar o entendimento, é possível uma comparação com nosso corpo físico: poderíamos estudar os órgãos, o sangue, a estrutura óssea, células, moléculas, átomos, mas mantendo-se a consciência de que se trata de um único corpo. Da mesma forma, procuramos entender o Ser em sua complexa integridade de manifestação.

    Existe um fluir e refluir na manifestação do Ser. A consciência decide fazer alguns ajustes em sua experiência física, porém para que a informação chegue até a referida instância, ela passa pela dimensão espiritual e em seguida pela dimensão energética. Na instância espiritual, os ajustes são feitos de forma matemática e precisa. Ali, átomos são pesados, medidos, suas vibrações são verificadas e seu histórico analisado. Faz-se, então, um ajuste quântico, que produzirá, nos corpos energéticos – eletrônico/mental e molecular/emocional, certas reações que, por sua vez, culminará em uma consequência física. Aqui cabe uma análise: poderia nosso Ser, em sua plenitude de consciência e conhecimento cósmico transcendente, produzir uma doença em nós? Se sim, por quê? Isto faria algum sentido lógico?

    Em nossa análise, entendemos que o Ser de modo algum quer nos prejudicar, no entanto, os corpos energéticos (mental e emocional) estão imersos em conceitos, pré-conceitos, vícios, emoções deturpadas e violentas, ilusões adquiridas ao longo de nossas existências que aprisionam a mente, experiências de outras vidas acumuladas ao longo de milhares de anos, na forma de arquivos vivos (personalidades), fazendo pressão para serem revividas, as chamadas recorrências. Enfim, uma gama de informações desencontradas e conflituosas que interferem no fluxo da consciência que flui de forma matemática e precisa da instância espiritual. Portanto, no momento em que as informações provenientes do ajuste de curso da experiência física, produzidos pela consciência e implementados pelo espírito, passam pelo plano energético, sofrem uma interferência brutal. Tal interferência produz, como consequência, uma interpretação completamente diferente, por parte dos corpos energéticos, com relação àquela produzida na instância do espirito. Assim, a instância energética envia uma informação polarizada em dor e sofrimento, muitas vezes materializada na forma de doenças, para o corpo físico. Nós, Humanos, que vivemos com nosso corpo físico nesta dimensão material terrestre, somos a consequência deste processo.

    A cura integral, segundo esta visão, consiste em reestabelecer um fluxo contínuo e livre de interferências desde a consciência primordial, passando pelas instâncias espiritual e energética até chegar ao físico. Como o corpo físico está sujeito aos desmandos e equívocos dos corpos energéticos, e seus manipuladores, cabe um estudo aprofundado desta instância de manifestação do Ser. A compreensão de como os corpos energéticos (mente/emoção) atuam neste processo é fundamental para a cura.

    Este artigo busca trazer uma visão da cura à luz da complexidade do Ser e suas diversas formas de manifestações, porém é importante que se diga que, em caso de doença ou problemas de saúde, o paciente deve ser tratado de forma imediata por médicos devidamente credenciados ao exercício da medicina. Consideramos igualmente válida a busca da cura do corpo pela medicina alternativa, algumas já reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina, tais como: Homeopatia, reconhecida como especialidade médica desde 1980, Acupuntura , desde 1992. Reconhecemos como especialmente válida, a Fitoterapia, que é o tratamento com ervas medicinais e suas tinturas que, mesmo sem reconhecimento formal, é, provavelmente, a forma mais antiga de cura do corpo, sendo utilizada por inúmeros povos e culturas ao longo da história da humanidade. Há, ainda, outras formas de tratamento do corpo que podem ser citadas: Bioenergética, Aromaterapia, Arte Terapia, Auriculoterapia, Ayurveda, Biodança, Bioenergologia, Cromoterapia, Florais, Iridologia, Magnetoterapia, Musicoterapia, Quiropraxia, Reflexologia, Reiki, Medicina Ortomolecular, Cinesiologia Aplicada, Medicina Natural, Técnica Metamórfica.

    Colocamos todas estas formas de tratamento do corpo, pois as consideramos válidas para a busca da cura. Entendemos que a cura chega até nós de várias formas. Nossas observações evidenciam que o pré-conceito ou mesmo o rechaço desta ou daquela forma de tratamento faz parte dos desmandos e equivocações dos corpos energéticos e seus manipuladores. Como dissemos acima, no início do artigo, a psique, carregada de informações e emoções conflitantes, cria mecanismos autopunitivos que, no corpo físico, se materializa como problemas de saúde.

    E a cura espiritual, existe? O que é cura espiritual? Como se processa? Citamos, há pouco, neste artigo, o que chamamos de “piloto automático”. Esta forma de agir tem a ver com o estado hipnótico em que vivemos neste mundo material. Adotamos padrões de comportamento ao longo de nossa vida baseados na educação familiar, nas crenças filosóficas, na religião, na ciência, em hábitos sociais e culturais e demais referenciais externos de conduta e pensamentos que formam nossa personalidade. Conforme a personalidade, vai se construindo, ao longo da experiência física, arquivos vivos de experiências passadas – memória celular proveniente da instância energética - vão se abrindo e se ajustando à personalidade atual. Experiências já vividas fazem pressão para ser revividas, fenômeno conhecido como recorrência. Personalidades construídas em outras épocas fazem parte da instância energética do Ser. A cada novo estágio da formação da personalidade atual, desde a infância até a fase adulta, novos padrões vibracionais de personalidades já vividas, vão gradativamente entrando em fase com a personalidade atual e pressionam no sentido de manifestar seus desejos, suas vontades e pensamentos na instância física. Tentam trazer ao presente corpo humano toda uma gama de ações desenfreadas, emoções incontidas e pensamentos conflitantes, que certamente o destruiriam inevitavelmente se não fossem os filtros impostos pela nossa personalidade atual. No entanto, os filtros conscientes não são eficazes para deter estas influências na parte da nossa psique, denominada inconsciente.

    O inconsciente é um departamento da nossa psique que guarda todas as memórias vivas de tudo o que já vivemos. É como um gigantesco banco de dados que, além dos nossos registros, guarda também os registros das nossas relações com os outros seres que tivemos ao longo de toda a nossa história, desde a nossa criação. A título de exemplo do que estamos falando, podemos citar pessoas que já ultrapassaram 500 experiências físicas (vidas) só neste planeta. Apesar deste número ser expressivo, nossas pesquisas indicam que, para o Ser, tais experiências são como um piscar de olhos. Quando olhamos para a gama de experiências do Ser nas diversas formas de manifestação, vislumbramos o multiverso, observamos as inumeráveis esferas onde a vida surge, cresce e segue o seu curso em expressões, formas e vibrações muito distintas das que conhecemos.

    Para nós, a cura espiritual se processa justamente quando saímos do piloto automático e reestabelecemos o contato direto com o espírito e, consequentemente, com a consciência primordial que nos anima. Sair do piloto automático é, em síntese, transformar o inconsciente em consciente. A consciência primordial, também conhecida como Mônada, tem uma característica muito interessante: Ela se fragmenta, se espalha no tempo, no espaço e em múltiplas dimensões, em múltiplas experiências físicas, em múltiplos corpos, com o intuito de possibilitar o autoconhecimento a cada uma das suas partes. Cada partícula da Mônada primordial fragmentada recebe o nome de essência. Cada essência tem em si mesma o potencial para retornar à Mônada com consciência plena do Ser em todas as suas instâncias de manifestação. Num dado momento, um dos corpos humanos do Ser é preparado para receber todas as informações de todas as experiências físicas terrestres já vividas. A este processo de recapitulação, limpeza e autoconhecimento, chamamos de Resgate; outros chamam de Ascensão, Autorrealização, Iluminação. O Resgate é, portanto, uma forma de cura do corpo energético que permite, por meio do conhecimento, compreensão e limpeza vibracional, a integração das partes fragmentadas da Mônada. Tal integração coloca o praticante do Resgate mais próximo de uma conexão perfeita com a consciência primordial, permitindo que os ajustes feitos na instância espiritual sejam assimilados e executados nas instancias energética e física de forma cada vez mais próxima da perfeição, até que não haja mais interferência entre as instâncias de manifestação do Ser e, assim, Ele possa se manifestar integral e plenamente. Estar curado espiritualmente é, para nós, estar plenamente conectado ao Ser, é sentir o fluxo vivo que nos preenche e nos anima.

    Concluímos nossa explanação dando mais uma forma, além das citadas acima, que pode complementar o tratamento em busca da cura integral. Entendemos que o S.E.R. – Sistema Energético de Resgate – pode contribuir na cura do corpo físico por meio de uma ação direta nos corpos energéticos do Ser, permitindo uma limpeza dos arquivos desta e de outras experiências físicas, contribuindo na eliminação de conceitos, pré-conceitos, equivocações, mandos e desmandos provocados pelos conflitos internos e por manipuladores físicos e extrafísicos que colocam o Ser Humano em uma condição de cativeiro. O conhecimento, compreensão e consequente limpeza dos arquivos vivos acumulados em nosso interior ao longo de muitas experiências físicas, segundo nossa visão, libera o indivíduo para viver o novo, para experimentar o fluir do espírito, para ativar o despertar da consciência. Para nós, este movimento consciente que chamamos de Resgate consiste na forma mais completa e plena de cura.

 

22 de agosto de 2015.

 

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