O Amor

03-09-2016 14:17

            O Amor não é apenas um sentimento, uma emoção. Nossas observações mostram que as vibrações correspondentes ao Amor produzem sintonia com a dimensão das causas, com a razão de Ser das coisas, com a origem de todas as coisas animadas e inanimadas. Nossa experiência nos mostra que a vibração do Amor tem sua origem em algo que, por falta de outro nome, vamos chamar de “A FONTE”. Por meio do Amor, nascem átomos, moléculas, células, seres vivos, planetas, estrelas, galáxias e universos. Todas as coisas que podemos ver e, também, as que não podemos, surgem através do Amor. A vibração do Amor está na essência da vida, na origem do movimento, na raiz do equilíbrio, na fonte da energia. Por Amor, os átomos se atraem formando moléculas; as moléculas se estruturam de forma complexa, formando inumeráveis compostos, dentre os quais se destaca o DNA, e este, por sua vez, ajusta-se a novos padrões de vibração, a novas experiências, a novos planetas. A vibração do Amor está presente nos sistemas solares, se movimentando e mantendo as órbitas dos planetas, nas galáxias se afastando e se aproximando, nos buracos negros esmagando todo tipo de matéria que penetra em seus interiores. A vibração do Amor sustenta desde a mais ínfima parte da criação até a mais gigantesca. O Sol brilha por Amor. Amor não é apenas sentimento, emoção, é, também, ciência, conhecimento de causa, vibração, energia primária. Por Amor, existe a criação, assim como por amor, existe a destruição. Nossa observação nos indica que o Amor é a primeira manifestação do Ser, da consciência essencial que é.

            Este artigo não tem a pretensão de explorar todos os aspectos do Amor, mesmo por que isto seria impossível de se traduzir em palavras. Nosso objetivo é investigar como entramos em contato com a vibração do Amor em uma parte específica de sua atuação: a esfera sexual. As perguntas que norteiam nosso artigo são: Como sintonizamos e sentimos as vibrações do Amor por meio da sexualidade? Quais as consequências das nossas ações na esfera vibracional sexual?

Como descrevemos em nosso último artigo denominado “O Equilíbrio”, fizemos nossos acordos nas dimensões superiores do Ser, para viver a experiência do Amor envolvendo a sexualidade no momento em que desenvolvemos geneticamente corpos sexuados (masculino e feminino) na antiga Lemúria, pequena porção de terra que foi tragada por terremotos, maremotos e vulcões, que hoje, se encontra em algum ponto sob as águas do oceano pacífico. Esta experiência estava sob controle, até os instintos animalescos do tronco terrestre, espécime nativo da época onde fomos enxertados geneticamente, se sobressair, causando desequilíbrio, e provocar o que alguns estudiosos chamam de queda Adâmica. Analisamos, também, aspectos ligados à infradimensão sexual que levaram ao grande desequilíbrio surgido há milhões de anos e que tem suas consequências até hoje, mais especificamente, relacionados à esfera infradimensional regida por Lilith.

            Assim como o Homem tem dois testículos e a Mulher dois ovários, a vibração sexual tem dois aspectos ou esferas de atuação, duas faces da mesma moeda: Lilith e Nahemah. Analisando a vibração, no Homem, Lilith está ligada ao testículo esquerdo, tem característica fria e, misticamente falando, está associada a aspectos lunares. Nahemah está ligada ao testículo direito, tem característica quente e, vista pelo aspecto místico, está associada aos aspectos solares. Na Mulher, a polaridade é invertida, atuando, vibracionalmente, nos ovários. Quando o fluxo vibracional nestes canais é ajustado, limpo e reequilibrado, mudando o sentido do fluxo, por meio de uma mudança na forma de atuar com as energias do tipo sexual, se desenvolvem os canais superiores, chamados: Idá e Pingalá. Assim, existem canais vibracionais que fazem o fluxo de energia do tipo sexual descer para as infradimensões e, precisamente, existem canais vibracionais que fazem a energia do tipo sexual fluir no sentido das dimensões superiores do Ser. Estes canais vibracionais têm seu fluxo de atuação nos elétrons e, pelo menos por hora, não podem ser detectados pela nossa tecnologia atual. É bem provável que, em um futuro próximo, eles sejam confirmados com o avanço de instrumentos baseados na Física Quântica. Certamente, neste futuro próximo, a ciência confirmará o que Homens e Mulheres, sábios e sábias em seu tempo, investigaram no mais precioso laboratório que nos foi presenteado pelo criador: nosso próprio corpo.

            O canal inferior, vinculado à vibração de Nahemah, no Homem, por exemplo, sai do testículo direito, passa pelo lado de trás da coxa direita, fazendo uma volta nela, passa por trás do joelho, completando a segunda volta, logo abaixo da rótula (ponto que toca o solo quando ajoelhamos), fazendo mais uma volta na canela, contorna o tornozelo e passa em cima do pé direito e segue até a ponta do dedão do pé. O outro canal inferior, ligado à esfera vibracional de Lilith, sai do testículo esquerdo, contorna a coxa esquerda por trás, mais uma volta no joelho esquerdo, passando por trás, contorna a canela e o tornozelo e chega até o dedão do pé esquerdo. Visualmente, um lado é o espelho do outro. A forma como os canais vibracionais contornam as pernas se assemelha a uma cobra enroscada em um galho de árvore.

            Estes dois aspectos infradimensionais também representam o Amor. Por mais difícil que seja compreender esta versão do Amor, estas esferas do submundo estão cheias de Amor, porém Amor invertido.

            Nossos estudos indicam que o pré-conceito nos faz entender o Amor como algo puro, inocente, verdadeiro, casto, equilibrado, virtuoso, porém, o que não queremos de forma alguma enxergar, sentir, admitir, compreender, é que o Amor também cria a falta de pureza, a manipulação, a falsidade, a prostituição, o desequilíbrio, os vícios e todas as formas possíveis de degeneração. Tudo vem por Amor e tudo se vai por Amor. Em termos místicos, podemos dizer: O mago negro se desenvolve por Amor (invertendo-o), assim como o mago branco se desenvolve por Amor (sublimando-o). O Amor gera as Trevas, assim como o Amor gera a Luz. Quando a energia do tipo sexual é ativada e ascende vibracionalmente pela coluna vertebral, produz um resultado extraordinário nos plexos superiores, iluminando o praticante. Por outro lado, quando desce abaixo do cóccix, ativa vibracionalmente os plexos inferiores, gerando, precisamente, a antítese do Amor e fazendo conexão com as esferas infradimenionais de Lilith e Nahemah. A consequência deste ato, assim praticado, é o fortalecimento do elemento denso e o aprisionamento da consciência. Perder as energias do tipo sexual compromete, diretamente, a vitalidade do corpo, já que esta, é uma energia de base.

            Ao penetrarmos na esfera infradimensional de Nahemah, nos deparamos com o mais profundo e resplandecente Amor. A Luz mais brilhante advém das Trevas mais espessas. Nossa experiência nos mostra que a forma de reequilibrar as energias do tipo sexual nesta esfera é compreender e vivenciar, na própria pele, o papel do Eterno Feminino no processo de ascensão espiritual. Todo nascimento precisa de um útero, precisa do feminino, para nós Humanos, de uma Mulher. Esta é outra constante universal. Assim, todo Homem que quer renascer espiritualmente precisa entrar novamente em contato vibracional com o útero, precisa se conectar com a Mulher, para que Ela, legítima representante do Eterno Feminino, o conceba, o gere, o amamente e o conduza amorosamente ao seu Real e Verdadeiro Ser. Aqui está mais uma chave que pode ser evidenciada no livro bíblico chamado Apocalipse de João:

Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Apocalipse 1:8

            Aqui está a chave para se entrar na vibração de Nahemah e reequilibrar as energias do tipo sexual nas esferas infradimensionais do sexo: o Homem se conecta sexualmente com sua mulher, o pênis penetra a vulva, o Alfa penetra a Ômega e se amam intensamente, sem derramar suas energias sexuais.

 

Alfa e Ômega juntos correspondem ao ato

sexual entre Homem e Mulher

 

            Este é o conhecimento Espiritual-Espacial dado aos Seres Primordiais logo após a separação dos sexos na antiga Lemúria, que apresentamos em artigos anteriores. No entanto, por influência da densidade vibracional de Lilith e Nahemah em conjunto com o apelo animalesco do DNA Terrestre, que recebemos no momento da construção genética do corpo humanoide sexuado, não respeitamos esta regra de ouro e aqui estamos, milhões de anos depois, colhendo os frutos deste desequilíbrio. Como revelamos em artigos anteriores, o Apocalipse interior se refere à eliminação dos elementos densos e ao desacoplamento de egrégoras com as quais nos associamos em nossas experiências terrestres (vidas passadas neste planeta). Portanto, se torna urgente e imprescindível reequilibrar as energias do tipo sexual em nosso interior.

             A chave de ouro para reequilibrar as energias do tipo sexual permanece a mesma desde o começo da nossa história como Seres encarnados. Ela tem sido ensinada há milênios para Homens e Mulheres que querem mudar, que querem se desenvolver internamente, que querem renascer espiritualmente em si mesmos. Nossa história está repleta de exemplos: podemos citar os conhecimentos Herméticos originários de Hermes Trismegistus (Hermes o três vezes grande), estudados até hoje, também conhecido como Toth pelos Egípcios; as estátuas indianas que resplandecem sexualidade, nos convidando para uma reflexão do seu significado; os antigos Alquimistas Medievais, que alegavam transformar chumbo em ouro (uma forma metafórica de representar a transformação da energia sexual no laboratório Humano).

Podemos observar que os Mestres Egípcios fizeram questão de deixar registrado esta sabedoria ancestral. Observamos, na imagem a seguir, o desenvolvimento da energia do tipo sexual representado por serpentes que saem da cabeça do faraó.

Máscara mortuária de Tutancamon 1327 a 1336 a.C. - 18ª Dinastia

Fonte Internet

 

            Quando os canais inferiores são limpos e reequilibrados, surge a possibilidade de o fluxo eletrônico subir pelos canais superiores, que se encontram em nossa coluna vertebral. Os sábios e mestres antigos deixaram várias informações e símbolos sobre estes canais eletrônicos que fazem a energia do tipo sexual fluir pela coluna em direção a cabeça. Citamos aqui o exemplo do Caduceu de Mercúrio. O Caduceu ou emblema de Hermes (Mercúrio) é um bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com asas. É um antigo símbolo, cuja imagem pode ser vista na taça do rei Gudea de Lagash, 2.600 anos a.C., e sobre as tábuas de pedra denominadas, na Índia, Nagakals. Esotericamente, está associado ao equilíbrio moral, ao caminho de iniciação e ao caminho de ascensão da energia Kundalini (energia que representa o Eterno Feminino em nós). A serpente da direita é chamada Od, que representa a vida livremente dirigida; a da esquerda Ob, vida fatal e o globo dourado no cimo Aur, que representa a luz equilibrada. Estas duas serpentes opostas figuram forças contrárias que podem se associar, porém sem se confundir. O globo no alto das asas representa a cabeça, o cérebro; o bastão representa a coluna vertebral, as asas representam a liberdade (corpo, vitalidade, emoção e mente equilibrados) concedida ao praticante que opta por transformar suas energias do tipo sexual. As duas serpentes entrelaçadas no bastão representam os canais eletrônicos que ascendem pela coluna e têm a propriedade de ativar os plexos (chacras) superiores.

 

Caduceu de Mercúrio ou Emblema de Hermes

Fonte Internet

 

            Estes canais eletrônicos não precisam de um fio condutor, como a energia elétrica do nosso cotidiano, desta forma, não são detectados pelo bisturi do médico. De fato, estes canais eletrônicos só existem enquanto o corpo está vivo; nenhum médico legista o acharia em um cadáver. Nossa observação nos mostra que os elétrons, de fato, mantêm uma espécie de “órbita” em torno do núcleo atômico, mas não ficam restritos a um núcleo específico. Observando o fluxo eletrônico no corpo Humano, percebemos muita semelhança com as correntes marítimas que correm dentro dos oceanos. Tais correntes são como rios dentro do mar, ou seja, é água viajando dentro da própria água. As correntes marítimas correspondem às massas de água que migram em distintos rumos ao longo dos oceanos e mares. As massas de água que se locomovem não interagem com as águas dos lugares que percorrem, desse modo detêm suas características particulares como cor, temperatura e salinidade. Para facilitar a visualização, podemos associar a imagem das correntes marítimas ao fluxo eletrônico no corpo. Assim, os elétrons viajam por determinados “canais”, formando correntes eletrônicas dentro do corpo. Com algum treino e dedicação, é possível despertar a visão para outras frequências além do espectro visível. Esta visão é denominada pelos místicos de Clarividência. Com esta capacidade desperta (latente na maioria dos Humanos) é possível observar estes canais e associá-los a partes específicas do corpo. A medicina milenar chinesa está intimamente ligada a esta ciência dos canais eletrônicos; percebemos isto ao entrar em contato com a maravilhosa técnica da acupuntura.

            Interessante observar que os mapas de meridianos provenientes da medicina chinesa (em nossa interpretação, canais eletrônicos) ultrapassaram milênios, chegando quase intocados aos dias atuais; o raciocínio que se desenvolve na verificação e tratamento dos problemas práticos apresentados nos consultórios é baseado em conceitos que soam estranhos aos ocidentais, como os cinco elementos, o tao (equilíbrio entre yin e yang), o fluxo de chi (a grosso modo traduzido como energia vital) e xué (a grosso modo traduzido como sangue), zang (traduzido como órgão, por falta de uma palavra mais adequada) e fu (literalmente oco, mas geralmente traduzido como víscera). O fato de os conceitos milenares serem estranhos para nós e, algumas vezes, não fazerem sentido para a medicina atual, não invalida seu uso. Atualmente, a acupuntura e outras técnicas derivadas dos conceitos da medicina tradicional chinesa estão em pleno uso. Se fosse possível levar nosso conhecimento médico atual para uma pessoa que viveu na China há mais de 3000 anos, berço da acupuntura, certamente ela também os consideraria muito estranhos.

            Agora que conseguimos dar uma noção dos canais eletrônicos dentro do nosso corpo, podemos, então, conciliar a visão da transformação da energia sexual em nós. O ato sexual, entre Homem e Mulher, pode ser considerado como um acelerador de elétrons. No momento do ato em si, os fluxos eletrônicos são intensificados ao máximo, gerando energia em profusão. Nestes preciosos momentos, o Ser Humano tem em sua mão o poder criador/destruidor, ou seja, o Amor, a Fonte da Vida, a energia pura. Homem e Mulher têm todo direito de viver o ato sexual em sua plenitude, com todas as suas delícias e prazeres. No entanto, o Ser consciente da Fonte, do Amor presente neste ato, sabe canalizar os fluxos eletrônicos, que vibram e são ativados na coluna, para cima, especificamente, pelos canais eletrônicos Idá e Pingalá, tornando-o ativos, sentindo o calor advindo do êxtase sexual da base da coluna e órgãos sexuais direcionando-o conscientemente para a cabeça e, em seguida para o coração, que o espalhará para todo o corpo pelo sangue. Assim, todo o corpo, todas as células, todos os átomos entram em contato com a Fonte da Vida, com o Amor. Àqueles que buscam o céu, o paraíso, o nirvana ou qualquer outro nome que inventaram para descrever algo divino, superior, transcendental, aqui está a chave.  

            Concluímos este artigo frisando que, quando os casais estão conectados sexualmente, necessariamente, estão vibrando na esfera sexual, ou seja, a chamada nona esfera (a mais densa de todas, porém, a mais eficiente no caminho que conduz à Fonte). Quando se perdem as energias sexuais, o fluxo eletrônico desce pelos canais inferiores das pernas, como descrevemos antes, e se projeta para fora, pelo dedão do pé, penetrando nas esferas infradimencionais de Lilith e Nahemah (este é o motivo de alguns sentirem fraqueza nas pernas após o ato sexual convencional). Por outro lado, casais conscientes da importância das energias sexuais podem, inteligentemente, se retirarem do ato sexual antes do espasmo, preservando a integridade vibracional da energia sexual, conduzindo-a pela força da vontade pelos canais superiores da coluna até a cabeça e, em seguida, ao coração, para que todo o corpo se eletrifique, em outras palavras, se ilumine.

            Esclarecemos que os elétrons têm em seu interior fótons, ou seja, luz. Quanto mais fizermos elétrons energizados pela vibração sexual circular conscientemente pelo nosso corpo, mais “luz” teremos. Esta informação que o elétron é formado por fótons vem sendo estudada pela Física Quântica, com grande chance de ser confirmada nos próximos anos. Porém, por enquanto a Física ainda define o elétron como partícula elementar, ou seja, que não pode ser dividida ou quebrada em outras partículas menores. Esta informação advém da observação clarividente direta do elétron. Temos guardado esta informação há mais ou menos uma década até que fosse autorizada sua divulgação. Esclarecemos que o poder Feminino Universal que os místicos conhecem como “Mãe Divina”, controla este aspecto dentro do corpo e, também, em todo o universo, ou seja, o poder eletrônico é um poder Divino Feminino. Aqueles que quiserem ingressar neste estudo precisam, necessariamente, atender as demandas do Eterno Feminino em nós mesmos, começando pela limpeza dos canais vibracionais inferiores (que conduzem às esferas de Lilith e Nahemah) e seguindo pela elevação da vibração das energias do tipo sexual pela coluna, produzindo a ativação dos canais eletrônicos superiores (Idá e Pingalá) formando, de acordo aos méritos do coração do praticante, o que os sábios mestres chamam de Kundalini, a Fonte do Amor em nós mesmos.

 

03 de setembro de 2016.

 

 

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