O Caminho do Meio

04-11-2015 21:49

    O caminho do meio é uma proposta atual que tem como referência ensinamentos já vividos e experimentados. A modernidade, com suas tecnologias e facilidades, cativa o Humano para um caminho de comodidades, dando-nos a impressão de que tudo está ao nosso alcance por meio de um simples clique em um equipamento eletrônico, seja um computador, tablete, TV, celular, etc. Observamos que este mecanismo hipnótico vem a somar com outros já existentes, para o domínio da mente humana. Como já explicamos anteriormente, em nosso artigo intitulado Apocalipse, existem egrégoras especializadas em manter cativo o Humano por meio de domínio mental e emocional, condicionando assim, suas ações. Como fruto desta dominação, surgiram e continuam a surgir elementos densos que vampirizam o Humano nas instâncias física e energética (vital, emocional e mental), interferindo sistematicamente na comunicação interna com a instância espiritual.   

    O despertar deste sono hipnótico em que a consciência está é gradativo e opcional. Reconhecer os elementos densos a nossa volta e dentro de nós é um exercício de vigília constante. Podemos viver uma vida inteira sem nos preocuparmos com este assunto. Podemos ir ainda mais longe e dizer que já vivemos muitas existências físicas (vidas passadas) sem nos dar conta de nada disto. Então, por que agora? Por que interessa ver que nos associamos a esta ou aquela egrégora? Por que é necessário desvendar este ou aquele elemento denso dentro de nós? Consideramos todas estas perguntas justas e muito sensatas, já que poderíamos viver do jeito que estamos, sem pensar em nada disso e continuar nossa vida tranquilamente, sem “perguntas difíceis”. Porém, também existem dentro de nós algumas questões fundamentais que constantemente vêm à nossa mente, a saber: Quem sou eu? Por que estou aqui? Qual o sentido da vida? A minha origem é deste planeta? Por que existe o sofrimento, a dor, a doença e a morte? Existe algo após a morte?

    As perguntas supracitadas são questionamentos que fazemos em nosso secreto, raramente as compartilhamos com outros por medo das reações. Para pessoas fortemente ligadas às estruturas materiais, fazer questionamentos considerados espirituais, transcendentais ou metafísicos é motivo de chacota. Para nós, as questões espirituais podem ser estudas como qualquer outra coisa do nosso mundo. Entendemos que o termo adequando para este estudo seja Espiritualidade Científica, ou seja, a espiritualidade vista sob a ótica da ciência. O Humano que quer ser um pesquisador de si mesmo precisa ampliar seus horizontes, romper com seu paradigma atual, ver tudo o que existe no multiverso como natural. Em nossa visão não existe o sobrenatural, questões como vida após a morte, vidas passadas, extraterrestres, intraterrenos, seres multidimensionais, engenharia genética cósmica e muitas outras informações que nos chegam podem, sim, ser explicados coerentemente quando aplicamos a visão do Ser em suas diversas instâncias de manifestação. O Universo a nossa volta e dentro de nós mesmos nunca esteve velado, pelo contrário, Ele, como Ser que É, sempre esteve aberto, a nossa disposição. Infelizmente, andamos tão ocupados com nossas mediocridades humanas que não nos sobra tempo para estudar a verdadeira natureza do Multiverso.

    Em nosso artigo anterior, intitulado Elemento Denso, comentamos como as baixas vibrações animais tomaram conta dos primeiros humanoides que viveram na grande cidade de pedra há milhões de anos. Nesta época floresceu esplendorosamente uma civilização de humanoides gigantes. Conhecendo a natureza animal, intrínseca ao DNA daquelas criaturas e que servia de base para a construção daqueles corpos, os mestres espirituais da época acompanhavam com muita atenção cada passo do desenvolvimento deles. Mesmo antes da concepção, eles já eram orientados para a entrada do espírito no corpo e, também, como a experiência física se sucederia após o nascimento. Naquela época não existia a condição de esquecimento quase total que ocorre no momento da concepção como a percebemos hoje. Em nossa época atual, devido às inúmeras experiências físicas anteriores (vidas passadas) que carregam um histórico enorme de processos psíquicos (personalidades do passado), criou-se um “funil energético” onde os que nascerão passam por uma preparação que acarreta um esquecimento de quase cem por cento das experiências anteriores, na maioria dos casos. Isto ocorre devido à fragilidade psíquica e baixo nível de consciência espiritual que a humanidade apresenta hoje. Pessoas que nascem com recordações de existências passadas e/ou percepções extrassensoriais são tachadas de anormais, estranhas e têm dificuldade de socializar estas informações.

    Com relação aos humanoides ancestrais do nosso relato, falamos de uma época muito anterior ao primeiro fóssil humano descoberto. Muito provavelmente, nenhum fóssil destes seres gigantes, que habitavam a Terra em uma época tão longínqua, será encontrado. Alguns fatores contribuem fortemente para esta afirmação: a porção de terra onde estas criaturas habitavam foi totalmente devastada por vulcões e terremotos, em seguida houve grande movimento de terra com afundamento de algumas áreas e elevação de outras, por fim o mar tomou conta das partes baixas, onde a terra havia afundado. Os Seres envolvidos no Projeto Terra, do qual nós somos a experiência e os experimentadores, conseguem agir em instâncias do Ser desconhecidas da nossa ciência convencional. Para alcançar essas memórias é necessário entrar em sintonia com as instâncias energéticas e espirituais do Ser, onde podemos consultar livremente a nossa biblioteca ancestral. Desenvolver a capacidade de investigar nossa própria biblioteca multidimensional é um bom exemplo do que queremos dizer com o termo Espiritualidade Científica.

    Ainda citando o artigo anterior, denominado Elemento Denso, logo após a separação dos sexos por meio de engenharia genética multidimensional, foi criada a semente chamada espermatozoide para a transferência do espírito do corpo humanoide masculino para a matriz feminina portadora do óvulo. Essa experiência genética extraordinária só foi possível com a participação efetiva de três grandes civilizações espaciais, das quais uma já habitava a Terra e tinha desenvolvido os primeiros habitantes semelhantes a pequenos animais que andavam parcialmente eretos e que normalmente viviam em cavernas devido a sua dificuldade em se expor totalmente à luz solar, uma característica dos habitantes intraterrenos que os criaram. Essas criaturas vieram, então, a se tornar o tronco onde os primeiros humanoides eram “enxertados” geneticamente. Um fato interessante da nossa história é que só conseguimos nos estabelecer como humanos, neste planeta, graças a estas pequenas criaturas primordiais, que nos deram subsídios para conectar com as energias vivas terrestres. Por outro lado, recebemos deles toda classe de instintos animalescos que, ao longo de milhares de anos, se aglutinou no que atualmente chamamos de elementos densos.

    Observamos que hoje acontece uma situação muito interessante, sem generalizar, é claro, parece haver uma tendência à extremos. Algumas pessoas têm buscado intensamente a espiritualidade a ponto de sacrificar coisas do seu lado material, deixando de lado a vida em sociedade, status, bens e até infligindo ações autopunitivas em seu próprio corpo em nome de uma suposta ascensão espiritual. Por outro lado, existem pessoas que buscam intensamente o lado material, submetendo-se a toda classe de abusos, tanto físicos quanto psicológicos, com o propósito de alcançar reconhecimento através de dinheiro, posição social, fama. Pois bem, entendemos que estes aspectos psicológicos são remanescentes da nossa origem como seres híbridos.

    Os mesmos conflitos entre o que é espiritual (espacial) e o que é material (terrestre) foram vividos pelos primeiros humanoides a ponto de alguns espíritos, revestidos pelo corpo energético, não suportarem a permanência no corpo humanoide daqueles gigantes primordiais devido ao intenso conflito interno entre duas formas vivas, mescladas no mesmo DNA, com naturezas tão distintas. Recordamo-nos das primeiras tentativas de enxertar a vibração dos seres espaciais nos corpos humanoides como experiências muito difíceis, quase insuportáveis. Uma das nossas reclamações constantes era ter que comer para sustentar aquele corpo animal no qual estávamos instalados. Os conflitos eram tantos que alguns seres abandonavam seus corpos, deixando-os em estado de animação suspensa por um determinado período de tempo, o que, depois de milhares de anos, se tornou um hábito para nós hoje em dia: dormir.

    Dormir não é necessário apenas para o corpo físico, mas também para o corpo energético. O corpo energético constituído de três vibrações distintas deixa a vibração vital reconstruindo o corpo físico, ou seja, fazendo a manutenção para manter a saúde, enquanto que as vibrações emocionais e mentais saem de fase com o corpo físico para ter um descanso da matéria. Este procedimento acontece todas as vezes que dormimos, independentemente de estarmos conscientes ou não do processo. A primeira vibração que se separa do corpo físico ao adormecermos é chamada pelos místicos de corpo astral; na linguagem espírita é chamada de perispírito; os antigos egípcios o chamavam de Ka; pesquisadores modernos chamam esse processo de projeção astral. Uma segunda separação é possível, de acordo com o grau de desenvolvimento espiritual do indivíduo: ela é chamada de projeção mental. Ela se dá quando a vibração mental não está em fase com a astral e passa a se manifestar de forma independente das outras vibrações. Neste caso o dito corpo astral fica em repouso até a vibração mental entrar em fase novamente com ele. Quando a pessoa acorda, todas as vibrações projetadas (astral e mental) entram em fase novamente com o corpo físico.

    Desta forma, indicamos uma possível compreensão do que vem a ser o tal caminho do meio já há muito tempo explicitado por escolas e sistemas considerados de cunho espiritual, místico e/ou transcendental. Para nós, caminho do meio é a integração do material (terrestre) com o espiritual (espacial). O material tem a ver com nossas origens animais, nossa ligação com a terra, com o tronco onde fomos enxertados. O espiritual tem a ver com nossas origens espaciais, com nossas experiências extrafísicas que transcendem o tempo linear, com o nosso Ser, que tem potencial e capacidade para construir corpos humanoides geneticamente adaptados em diversos planetas que podem receber a vida. Nossas pesquisas indicam que o corpo do tipo humanoide, semelhante ao nosso corpo humano atual, é um padrão genético conquistado pelos engenheiros siderais, nossos criadores. Expandindo o ângulo de visão, nossos criadores somos nós mesmos, manifestados em instâncias superiores do Ser.

    Para nós, caminho do meio é o reconhecimento de quem somos nas diversas instâncias de manifestação do Ser, e mais: é a integração harmônica destas instâncias. Nossas pesquisas nos levam a concluir que não faz sentido excluir o animal primordial vivo dentro de nós da equação da vida. Compreendemos que, de uma forma inusitada e aparentemente ilógica, este tronco animal terrestre é que nos conduz ao processo de autorrealização íntima do Ser. Em outras palavras, é necessária uma integração total com ele, pois ele é parte indissociável do processo. No entanto, como mencionamos antes, este animal primordial, tronco da árvore da vida que faz a nossa ligação com as energias telúricas, emana também vibrações ligadas ao elemento denso, que nos desestabiliza. Assim, podemos optar por escolher as energias com as quais vamos vibrar e tomar conscientemente a decisão de não alimentar os elementos densos, sem perder o maravilhoso potencial das energias telúricas envolvidas.

    Para concluir, vamos indicar um exercício que pode ser adaptado livremente pelas pessoas que quiserem realizá-lo. Ele é baseado no reconhecimento do elemento denso, compreensão da sua natureza e origem e tem como objetivo cessar a alimentação vibracional inconsciente que damos a ele. Com esta ação consciente, despertamos a consciência para perceber as outras instâncias de manifestação do Ser. Mantendo-se firme neste objetivo e dando continuidade ao propósito, surgem os primeiros lampejos de clarividência, sonhos lúcidos e, pouco a pouco, uma forte intuição que direciona todo o processo de autoconhecimento.

    Certamente, paradigmas, dogmas, filosofias, doutrinas, misticismo, conceitos e pré-conceitos obsoletos, precisarão se quebrar dentro do experimentador para executar este exercício com autoconsciência das palavras empregadas.

    Em nossa vida diária aparecem constantemente oportunidades de reconhecer os elementos densos. Num momento qualquer de estresse ou raiva, por exemplo, pode surgir um ato de violência verbal ou até física. Vamos exemplificar, então, com este elemento denso denominado violência:

Eu vejo violência

Eu reconheço violência

Eu amo violência

Eu Sou violência, mas não compactuo com suas ações.

 

    Este é um exercício válido para a proposta de integração que apresentamos neste artigo. Utilize-o com os diversos elementos densos que encontrar em sua vida diária e verifique os resultados. Este exercício parte do princípio de que não é rechaçando nossas antigas raízes animais, supostamente truculentas, feias e, muitas vezes, desagradáveis, que alcançaremos a autorrealização íntima do Ser, mas sim, fazendo justamente o contrário, reconhecendo-as tal como são. Porém, o reconhecimento da sua real natureza não significa que precisamos compactuar com suas ações; aqui entra o despertar da consciência de quem realmente somos e o que de fato queremos. Com uma ação consciente sobre a atuação do elemento denso, retomamos as rédeas da experiência.

Amar tão intensamente os defeitos mais grosseiros que acumulamos em nossa história significa acolher e aceitar nosso interior mais profundo, sem julgamentos, imposições ou rechaços, sem acusações, vítimas, culpados ou condenações. Eis uma proposta viável de viver o caminho do meio.

 

 

4 de novembro de 2015.

 

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