O Equilíbrio

01-08-2016 20:45

    Uma forma de ver o equilíbrio é como o resultado do desequilíbrio. Quando queremos andar, geramos um ligeiro desequilíbrio, projetando nosso centro de massa na direção do movimento. Um de nossos pés fica para sustentação e o outro se desloca no sentido que queremos andar. Quando o outro pé que estava no ar toca o solo, se refaz a base de sustentação do equilíbrio, ou seja, uma simples caminhada é uma sucessão de desequilíbrio-equilíbrio. Quando estamos parados em pé, o equilíbrio é uma consequência das forças aplicadas por nossa musculatura à planta e dedos, formando uma base de sustentação que, em conjunto com os calcanhares, estabiliza o corpo. Já no caso de uma bicicleta em movimento, apenas dois pontos estão tocando no solo, um em cada roda, mas por consequência da velocidade se produz o equilíbrio. A Física, mais especificamente a Mecânica, que estuda os movimentos, chamam essa tendência de um corpo conservar o seu equilíbrio nas rotações de “conservação do momento angular”. Essa tendência dificulta a modificação da direção do eixo de rotação. Assim, quando pedalamos impondo certa velocidade, geramos uma tendência cada vez maior de a bicicleta manter o seu movimento sem tombar! Este efeito vale para qualquer objeto em rotação, deste um simples pião ou até mesmo para um Planeta.

    Visto de outra forma, um estado de desequilíbrio pode, também, ser percebido como um estado de desconforto, gerando uma reação do corpo para reestabelecer o equilíbrio. Podemos avançar mais na questão falando do desequilíbrio psicológico, por exemplo, que pode gerar as mais diversas reações psicológicas e físicas, até que se consiga restabelecer uma normalidade ou estado de homeostase.

    Podemos utilizar o termo equilíbrio no sentido de uma tendência que o Universo tem de se restabelecer toda vez que entra em desequilíbrio. Buscando um entendimento mais amplo, podemos observar que, quando um desequilíbrio é gerado em instâncias superiores do Ser, o Universo se movimenta no sentido de restabelecer o equilíbrio, gerando, por consequência, um efeito cascata nas instâncias inferiores. Atribuímos este efeito ao fato de que o Universo, quando desequilibrado, tende a retornar ao seu ponto de equilíbrio. Nossa experiência nos diz que esta é uma constante universal. Semelhante ao que está acima (nas instâncias Energéticas e Espirituais-Espaciais do Ser) é o que está abaixo, na dimensão ou instância onde temos nosso corpo físico (a chamada terceira dimensão) e, nas demais instâncias inferiores (chamadas de infradimensões ou submundo). Para nós, Humanos, restabelecer o equilíbrio após um simples passo demanda um tempo ínfimo. Já, para o Ser, em todas suas instâncias de manifestação, restabelecer o equilíbrio após um movimento ou ação, projetada desde as instâncias superiores, pode demorar anos, décadas, e às vezes, milênios, envolvendo, neste processo, por exemplo, várias existências com corpo físico, várias vidas encarnadas, várias pessoas de uma comunidade ou ainda populações inteiras de um planeta.

    Quando os Seres Espaciais (entenda, também, Espirituais) resolveram fazer um movimento no sentido de desenvolver uma experiência com corpo físico no Planeta Terra, geraram um desequilíbrio gigantesco do ponto de vista Humano, que já dura em torno de 25 milhões de anos e ainda está bem longe de acabar neste tempo-espaço. Porém, do ponto de vista das instâncias superiores do Ser, a qual nós, evidentemente, também pertencemos, como consciências que somos, este tempo-espaço nada mais é do que um dia de trabalho das suas experiências cósmicas.

    Considerando esta rápida explanação, colocamos, como objetivo deste artigo, analisar um dos itens que provocou o grande desequilíbrio no começo da experiência Humana Terrestre. Para gerar desequilíbrios planetários, é necessária uma quantidade de energia equivalente. Certamente, são poucos os Seres que têm esta capacidade. São necessárias quantidades assombrosas de energia. Na Física, a Lei ou Princípio da Conservação de Energia estabelece que a quantidade total de energia em um sistema isolado permanece constante. Tal princípio está intimamente ligado com a própria definição da energia. Para nossa análise, vamos considerar o Planeta Terra como este “sistema isolado”, presente no enunciando da Lei de Conservação da Energia.

    Quando nós (Seres que deram início a experiência humana terrestre) chegamos a este planeta, na forma Espacial-Espiritual, começamos a estudar como seria possível gerar a tal quantidade gigantesca de energia para que a experiência fosse bem sucedida. É importante lembrar que falamos de Seres Espaciais-Espirituais que se manifestam nas instâncias superiores do Ser, ou seja, não estão limitados ao tempo de vida Humano. Estes mesmos Seres, neste exato momento, observam o sistema que foi desequilibrado há milhões de anos, se movimentando para entrar em equilíbrio novamente. Para continuar de uma forma que nossa mente tridimensional possa compreender, vamos adotar o tempo verbal da nossa narrativa no passado, já que esta é a forma usual de entendimento, por enquanto. Nossa experiência Humana coloca o tempo como um fator instransponível, pois nosso padrão mental segue a lógica do “passado, presente e futuro”. Esta é uma visão tetradimensional (três dimensões de espaço e uma de tempo) do nosso tempo-espaço totalmente limitada a nossa realidade física; esclarecemos que esta limitação não se evidencia nas instâncias superiores do Ser.

    Observando o Planeta Terra desde as instâncias superiores do Ser, calculamos que só seria possível engendrar uma experiência desta magnitude se nos associássemos às Criaturas Infradimensionais. Ditas Criaturas moravam (e moram) nas luas do Sistema Solar. Nossa equipe, constituída por Seres Espaciais-Espirituais que sempre se manteve determinada, não viu nenhum problema nos acordos firmados. Nas instâncias superiores do Ser, tudo é calculado com uma precisão que se aproxima do infinito, cada associação atômica, cada interação quântica é ricamente observada e ajustada. Estamos falando de um “supercomputador” que atua compilando os dados de todo o Planeta em uma espécie de Biblioteca Cósmica. A experiência que se realiza neste Planeta, que chamamos de Terra, está e ficará à disposição de toda a comunidade universal e servirá de referência para outras experiências semelhantes. É muito importante mencionar que esta experiência terrestre segue uma determinação da nossa estrela, o Sol. Portanto, nós estamos executando uma experiência localizada, porém o plano geral é, totalmente, Solar.

    Antes mesmo que qualquer criatura humanoide habitasse o planeta, resolvemos visitar as Criaturas Infradimensionais para firmar os acordos de cooperação. Esclarecemos que as Criaturas Infradimensionais não são “más” ou “diabólicas” como muitos pensam; elas são o que são. Elas têm suas funções no Universo, assim como os Seres das dimensões Suprassensíveis também o têm. As Criaturas Infradimensionais ou do submundo, como os gregos as chamavam, precisam lidar com toda a sujeira psíquica criada pelos Humanos, algo deveras difícil de transformar. Assim, eles merecem todo nosso respeito e consideração; certamente são bem pagos pelo serviço prestado. Aqui cabe uma importante observação: em todas as dimensões e instâncias de manifestação atua um sistema financeiro baseado em energia, muito preciso e confiável. Tudo no Universo tem o seu valor, toda dívida é paga, mais dia ou menos dia, todo desequilíbrio tem um custo energético para ser reequilibrado. O gasto energético faz o “sistema isolado” sair do equilíbrio, gerando um resultado, uma reação ou efeito para se restabelecer o equilíbrio, para nós, esses são os frutos da experiência.

    Nosso encontro com as Criaturas Infradimensionais foi muito interessante; algumas delas se vestiam (e se vestem ainda hoje) com energias que as tornam muito diferentes. Todos os mitos e histórias sobre demônios, monstros, vampiros, criaturas animalescas vêm destas regiões infradimensionais. Naqueles preciosos momentos, observávamos aquelas criaturas tal como observaríamos qualquer outra no Universo: tal como são. Não existia medo ou conceito pré-estabelecido, apenas o acordo de interesse mútuo. Percebíamos sua real natureza e isto não nos causava nenhuma reação. Os diálogos para se definir os termos do acordo se processaram de forma muito clara e pacífica. Assim como acontece em nosso mundo Humano, nas outras dimensões de manifestação do Ser, também são formadas comissões para esclarecer todos as cláusulas de um acordo. Quero destacar que colocamos nossos melhores negociadores para tratar do assunto sobre a energia do tipo sexual; eles precisaram negociar com as criaturas infradimensionais chamadas Lilith e Nahemah.

    Em nosso acordo, ficou estabelecido que em algum momento da experiência com corpos Humanos (a princípio humanoides bem diferentes dos atuais) no Planeta Terra, haveria a separação dos sexos, tal como descrevemos em artigos anteriores, e que neste momento da experiência ficariam em evidência as energias do tipo sexual, assim estas duas criaturas “entrariam no jogo”.

    Para que esta “Divina Comédia” pudesse existir, ficou firmado que, neste momento do “jogo”, estas Criaturas Infradimensionais poderiam estabelecer uma base no Planeta Terra. Assim, foi criado o Submundo, ou Regiões Infernais, abaixo da superfície terrestre, uma espécie de supertransformador de energias desqualificadas. Em uma linguagem simples, poderíamos chamar de incinerador planetário, onde todos os resíduos psíquicos e energéticos “desceriam”, vibracionalmente falando, para serem transformados.

    Como dissemos acima, tudo tem seu custo no Universo, e o preço que pagamos, para descer aos níveis mais profundos foi, e ainda é, altíssimo. Por outro lado, sabíamos de antemão que este procedimento era necessário para gerar impulso suficiente para chegar ao Absoluto, nosso objetivo final, o fruto da experiência. Para gerar energia suficiente para atingir estas “Alturas Espirituais”, se fez necessário descer inimagináveis níveis infradimensionais. Outra Constante Universal, semelhante à do equilíbrio, diz que, para subir, é necessário descer. Para subir bem alto, é necessário que se desça o equivalente. Em termos místicos, poderíamos dizer: a luz nasce das trevas; a luz mais brilhante emerge das trevas mais espessas.

    Portanto, caro leitor, não se iluda, todos nós que estamos neste planeta somos responsáveis pelo que aqui está acontecendo. Aqui, neste planeta, não existem vítimas. Nós somos responsáveis por nossas criações, nós somos responsáveis por nossos acordos, nós somos igualmente responsáveis por gerar a energia necessária para criar condições de sairmos das regiões infradimensionais com as quais nos associamos. Aqui entram as negociações com as esferas de Lilith e Nahemah, as esferas vibracionais do sexo.

    Aqui cabe relatar meu primeiro encontro com Lilith, este fato ocorreu quando ainda era bem jovem: eu tinha em torno de 21 anos. Esta Criatura, que pode se disfarçar como quiser, se apresentou a mim como uma mulher muito bonita. Isto ocorreu em uma experiência fora do corpo, o que é conhecido no meio místico como saída em corpo astral ou projeção astral, termo mais atual. Quando a vi, me apavorei, além de jovem, não tinha a experiência que tenho hoje e instintivamente, estique meu braço em sua direção e abri a mão direita; assim, ela parou de se aproximar, mantendo uma distância de uns dois metros de mim. Sua presença eletromagnética fazia meu corpo astral tremer, fora o medo que sentia, é claro.  

    Naquela época, já havia tido contato com os ensinamentos do Sr. Samael Aun Weor sobre como lidar com as energias sexuais e tinha me decido a fazer este movimento interno. Para aqueles que quiserem saber mais sobre o assunto, recomendamos o Livro “O Matrimônio Perfeito” do referido autor. Apesar de, na época, ficar apavorado com a experiência, hoje reconheço como muito importante aquele encontro. O fato de Lilith me visitar, logo após minha tomada de decisão em reequilibrar minhas energias sexuais, demonstrou, e ainda confirma, que tomei a decisão certa. Pois bem, caro leitor, é importante ter ciência que o ajuste de contas com essas esferas infradimensionais chega até nós, mais dia ou menos dia.

    Lilith me olhou fixamente nos olhos e começou a andar para o meu lado direito, fazendo uma trajetória que me contornava a uma distância de aproximadamente dois metros. Eu mantive meu braço esticado e a mão direita aberta, formando uma espécie de escudo psíquico. Ao me contornar por, aproximadamente, 180°, Ela se posicionou atrás de mim e observou minha coluna. Naquela época, havia mais ou menos um ano que procurava preservar minhas energias sexuais, usando principalmente a técnica Egípcia de respiração. Quando Ela observou minha coluna, pude sentir que sua visão era como de Raio-X e penetrava meu Ser. Então Ela soltou uma gargalhada horrível e, voltando a me observar nos olhos, me disse:

    - Você acha que vai me conjurar com esta titica de energia?

Estátua babilônica em terracota atribuída à Lilith de 1.500-2000 a.C 

(Fonte Internet)

    Ela estava se referindo, evidentemente, à quantidade de energia do tipo sexual que eu havia transformado em meu interior. Esclarecemos, ainda, que a linguagem utilizada por esta Criatura é, em sua maioria, expressa de forma chula e agressiva; impropérios e palavrões são comuns nos encontros com Ela, algo que o pesquisador destas esferas infradimensionais precisa se acostumar e não se identificar com isto, já que faz parte do processo de aprendizado.  Sua gargalhada e expressão de desprezo demonstravam que, apesar de eu estar no caminho certo, ainda me faltava muita energia deste tipo para equilibrar as coisas com Ela. Porém, sua visita foi extremamente positiva no sentido de me indicar o caminho a seguir na minha vida como experimentador consciente.

    Depois deste primeiro contato, encontrei-a por diversas vezes ao longo de minha vida. Visito sua esfera constantemente para retirar de lá partes minhas, que se associaram com Ela em existências passadas (vidas passadas). O Ser, a Mônada, que nos enviou a este planeta-escola, sabe exatamente quando resgatar suas existências passadas; tudo está calculado precisamente. Em um determinado tempo e lugar, o Ser envia seu Avatar (como descrito pelos Hindus), ou como os budistas gostam de descrevê-lo, o seu bodhisattva, ou seja, um humano qualificado para rever todas as suas experiências corpóreas passadas e resgatá-las. O Resgate é precisamente a geração de energia equivalente para entrar nas esferas infradimensionais e despertar a consciência de como fazê-lo. Aqui, damos uma chave de grande valia para aqueles que querem penetrar na esfera de Lilith e equilibrar suas contas com Ela.

    Em primeiríssimo lugar, é necessário entender os mecanismos que regem a transformação da energia sexual no corpo Humano. Em segundo lugar, para abrir sua esfera, é preciso uma chave especial que deixamos registrado em pedra no antigo Egito. A chave se chama Cruz Ansata. Sua denominação mais antiga é Ankh, (pronuncia-se "anrr" nas línguas semitas, como hebraico e árabe; a junção das consoantes k e h cria o som de dois r em um fonema a partir da garganta, como uma expiração). Na escrita hieroglífica egípcia, é o símbolo da vida, conhecida também como símbolo da vida eterna. Os egípcios usavam-na para indicar a vida após a morte.

    A forma do Ankh assemelha-se a uma cruz, com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. Apesar de a aparência lembrar a forma de cruz, como ficou conhecida até no nome, esclarecemos que ela não tem nenhuma referência com a cruz de conotação Cristã. Seu formato é precisamente o de uma chave vibracional que, nas dimensões inferiores, abre a esfera de Lilith.

Esta imagem é da Cruz Ankh, proveniente do tesouro de Tutancamon.

 (Fonte internet)

    Pode acontecer que, quando entramos em contato com Lilith, a vejamos, também, como uma mulher agressiva, uma verdadeira fera. Fato que aconteceu comigo por diversas vezes, e fugi apavorado da sua presença. Isto já não acontece mais. De fato, agora que avançamos no sentido de equilibrar as energias com Ela, tem-se revelado uma ajudante incrível. Recentemente, encontrei-a no plano astral. Ela veio me ajudar a lidar com uma de nossas criações. Pois é, quando entramos em contato com as esferas que canalizam as energias do tipo sexual, as criações aparecem. Ela me levou ao Planeta Marte.

    Uma viagem até Marte com corpo físico, projetada pelos cientistas atuais, demoraria pelo menos seis meses, causaria terríveis transtornos ao corpo por exposição às radiações cósmicas, além dos problemas com alimentação, água, combustível para a nave espacial, etc. Aprender a manejar outras instâncias de manifestação do Ser, no caso, a instância astral, é fundamental para estas investigações.

    Chegamos a Marte, em uma região que era iluminada pelo Sol, portanto durante o dia marciano; andamos por canais semelhantes ao leito seco de rios. Percebi que a superfície de lá é semelhante aos nossos desertos, porém a “terra” ou “as rochas” do solo marciano tem tons avermelhados. Não caminhávamos sobre a superfície, mas sim, flutuávamos próximos a ela. Nosso movimento era muito rápido e alguns detalhes não pude perceber. Entramos em uma região de tempestade de areia, o que foi muito divertido, lembro-me bem de estar todo envolvido pela areia e não conseguir enxergar um palmo a minha frente. Ainda bem que minha guia sabia o caminho. Ao sair da tempestade, encontramos uma caverna e a penetramos. Após alguns instantes flutuando rapidamente para dentro da caverna, encontramos um grande salão dentro do Planeta Marte, uma espécie de bolsão intraplanetário. Fomos em direção a uma fonte que estava localizada dentro do bolsão. Lá, fomos recebidos por uma mulher muito bonita, cabelos longos e pretos, rosto muito bonito; destacavam-se a maçã do rosto rosada e seus olhos negros. Seu corpo era muito bonito, seios e quadris em perfeita harmonia, aparentava 1,75 m de altura, pernas torneadas e pés delicados; sua aparência era de uma mulher jovem, aproximadamente 20 anos. Ela estava posicionada ao lado de uma fonte. Minha guia me observava a distância, em total silêncio. Visto que não me identifiquei com a beleza da mulher em questão, principalmente pelo do fato dela estar completamente nua (um teste básico proposto por Lilith para os iniciantes), ela me cumprimentou com a cabeça. Fiz o mesmo. Minha guia se aproximou e disse:

    - Quero lhe apresentar a Discórdia.

    Pude compreender instantaneamente que, para equilibrar minhas contas com Lilith, precisaria eliminar do meu interior a Discórdia. Compreendi, também, que a Discórdia é marciana, ou seja, filha da Guerra; por este motivo fui visitá-la no Planeta Marte. Ela é uma filha de Aries, o Deus Mitológico da Guerra para os Gregos, também conhecido como Marte entre os Romanos. Em uma interpretação do Gênesis feito no Alfabeto de Ben-Sira, Lilith juntou-se aos anjos caídos quando se casou com Samael, que tentou Eva, ao passo que Lilith tentou a Adão, fazendo-os cometer adultério. Sabemos que esta é uma forma metafórica de ver as coisas e não precisa ser interpretada literalmente, porém, nossa estada no Planeta Marte demonstra alguma relação entre Lilith e Samael (nome atribuído ao gênio planetário de Marte). Ao que tudo indica, Lilith me levou até o Planeta Marte para conhecer sua filha. Certamente, Ela esperava algo mais de mim. É importante ressaltar que, em nosso interior existe o chacra básico, e nele se destaca a vibração vermelha, portanto, entrar em contato com Marte-Samael corresponde a entrar em contato com o chacra básico em nosso interior. Semelhante ao exterior é o interior; semelhante ao que está acima (espaço, planetas, sistemas), é o que está abaixo (humano e sua constituição interna).

    Ao retornar ao corpo físico, usei a técnica de não se mexer para ter a recordação da experiência em corpo astral. Esta é uma ótima chave para aqueles que querem se recordar das suas experiências fora do corpo. Ao acordar, não movemos um músculo sequer, nos concentramos em lembrar a experiência e podemos trazer todas as informações das instâncias superiores do Ser. Fiquei com estas informações borbulhando em meu interior e, como de costume, iniciei um processo meditativo para esclarecimento dos fatos vividos. Em estado meditativo, pude entrar em sintonia novamente com a Discórdia, próxima a sua fonte, no Planeta Marte. Novamente, estava lá...

    Ela me perguntou:

    - Então, o que vai fazer?

    Percebi que Ela, a Discórdia, tirava de sua fonte pequenos potes com uma água escura e servia a seus visitantes. Então, peguei um daqueles potes, olhei bem em seus olhos e derramei o conteúdo no solo. Em seguida, fui até a fonte, levantei-a e a tombei, derramando toda a “água escura” que estava dentro, destruindo-a totalmente. Em um grito estridente, Ela esbravejou:

    - Você viu o que fez? Você libertou o Dragão.

    O Dragão a que Ela se refere é o Dragão da Sabedoria, o conhecimento das causas. A causa da discórdia são as energias desqualificadas do tipo sexual. A “água escura” que Ela distribuía se refere, simbolicamente, às águas da vida não transformadas e desperdiçadas pelas pessoas ignorantes por meio de atos sexuais inconsequentes. Aqui vale ressaltar a máxima: “descobrireis a verdade e a verdade vos libertará”.

    Concluímos este artigo indicando que nossas ações em relação a como lidamos com nossa energia do tipo sexual foi (e ainda é) um dos fatores mais importantes que provocaram o grande desequilíbrio inicial no processo de experiências com corpos humanoides no Planeta Terra. Como dissemos, foi necessário descer bem fundo nas vibrações infradimensionais para poder subir até as dimensões suprassensíveis, tendo como objetivo final o Absoluto, o encontro com o Divino, com o Eu Sou o que Eu Sou. Para se conhecer o supremo amor, foi necessário conhecer sua antítese, o supremo desamor, o ódio, a raiva. Para vislumbrar a humildade, foi necessário conhecer a soberba, o orgulho, a vaidade. Para tornar-se consciente da espiritualidade, a criança-essência se projetou na mais pura materialidade; em outras épocas, ao entrar em um corpo humanoide que tem seu tronco, sua origem, em um animal terrestre, os instintos falaram mais alto. Ainda hoje, esta situação perdura, pois há muita ignorância no trato com a energia sexual e suas consequências.

    Nossas investigações indicam que é possível acertar as contas com as esferas infradimensionais ligadas à energia do tipo sexual, conhecidas como esferas de Lilith e Nahemah. Para isto, se faz necessário conhecimento de como se transforma energia sexual e a vontade inabalável de gerar energia desta modalidade nos padrões vibracionais equivalentes, porém inversos ao que produzimos ao descer nas infradimensões. Combate-se o leão da lei com o fiel da balança (o equilíbrio energético).

    Para nós, a elevação ou ascensão espiritual é, também, uma questão de ciência. Nossa proposta, chamada Espiritualidade-Científica, pode ser considerada, praticamente, uma equação matemática. Transformar as energias desqualificadas que nós mesmos produzimos ao longo das nossas experiências físicas neste planeta em energias qualificadas, produz um resultado extraordinário. Temos a nossa disposição instrumentos precisos que nos auxiliam nesta transformação, verdadeiros aceleradores vibracionais que podem transformar e qualificar, rapidamente, vibrações que levaríamos anos ou vidas inteiras para serem transformadas por outros métodos. Quero me referir aqui à vibração violeta, também conhecida como “Chama Violeta”. Combinar sabiamente a prática transformadora das energias do tipo sexual com as vibrações misericordiosas da luz violeta conduz ao processo de despertar da consciência para esta nova face da realidade, o que, atualmente, chamamos de Resgate. O que semeamos há tempos, hoje colhemos, e se torna nosso impulso para alcançar nossa meta, nosso objetivo final, o resultado da experiência, o retorno ao equilíbrio.

 

01 de agosto de 2016.

 

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