O Poder

12-10-2016 11:39

    Poder é uma palavra muito interessante, e tem sido usada para se referir a ações que levam a situações de construção, assim como, manobras de destruição. Ter Poder pode representar estar acima de outras pessoas, ter uma posição, um status que, às vezes, infla o ego; por outro lado, não ter Poder pode representar humilhação, subordinação, submissão. Em uma relação interpessoal, ter Poder pode representar estar no comando, mandar, exigir; por outro lado, não ter Poder pode representar ser submisso, ser mandado, ser exigido. Na área militar, tem Poder quem tem o armamento melhor, o soldado mais bem treinado, a bomba mais potente, o maior canhão, a defesa mais forte, a melhor estratégia de guerra.

    Observamos as demonstrações de Poder nos relacionamentos onde um tem mais dinheiro impondo, assim, seu Poder financeiro. Por outro lado, existe o Poder que vem da persuasão, do encantamento, da sedução. Por incrível que pareça, observamos Poder naqueles que se fazem de vítimas, de coitadinhos, de inocentes. As crianças são peritas neste tipo de Poder, transformando o adulto, seja pai, mãe, ou um familiar qualquer, em uma espécie de marionete dos seus desejos.

    Existem aqueles que buscam ter Poder por meio de demonstrações intelectuais, esportivas, artísticas, financeiras, místicas, religiosas, políticas, filosóficas, etc. De fato, esta lista parece ser interminável e, com certeza, não é o objetivo deste artigo discorrer sobre as inumeráveis formas de Poder.

Considerando que esta dimensão onde temos nosso corpo Humano corresponda apenas uma ínfima parte de manifestação do Ser, nos perguntamos: como são as relações de Poder em outras esferas de manifestação? Existe a busca pelo Poder em regiões ditas Espirituais ou Espaciais? E nas infradimensões, o Poder é algo verificável? Seria a busca pelo Poder uma constante universal que permeia cada ser vivo?

    Para começarmos a responder a estas questões, primeiro precisamos rever a forma como interpretamos a palavra PODER. Ao pronunciar esta palavra, sentimos algo distinto, sua vibração é forte, agradável, firme, impulsionadora, quente. Por outro lado, sabemos que quem tem Poder sobre algo ou sobre alguém pode, em certas condições, se sentir compelido a abusar deste Poder, provocando ações que se traduzem em prejuízo para o outro. Contudo, ter Poder pode representar uma benesse, se aplicado no bem comum. Então, ter Poder não representa coisa ruim, nem boa, mas sim condições de exercer ou não exercer ações. O resultado das ações, ou a falta delas, no caso as reações ou consequências, correspondem à forma de avaliar se o Poder foi usado para o “bem” ou para o “mal”. Portanto, ter Poder não significa, necessariamente, problema ou solução; tudo depende do como se usa este Poder.

    Colocando de forma óbvia e prática: podemos pensar porque temos uma mente. Este é, portanto, o Poder de pensar. Podemos andar porque, basicamente, temos pernas; assim temos o Poder de andar. Temos o Poder de sentir, de ter emoções. Temos o Poder de interagir com o mundo a nossa volta pelos sentidos: tato, olfato, visão, paladar e audição. Estes cinco sentidos não são os únicos. Podemos desenvolver o Poder de interagir com o universo por meio de 12 sentidos, os cinco já citados mais: clarividência, clariaudiência, telepatia, projeção astral, intuição, premonição e polividência. Adquirir os 12 sentidos corresponde a desenvolver todo o potencial de Ser para este corpo Humano, para esta experiência terrestre. Portanto, existem Poderes a desenvolver. As pessoas, em geral, não desenvolvem tais Poderes por ignorância e falta de vontade. O desenvolvimento destas habilidades é possível com determinação e empenho pessoal.

    Analisando por outro aspecto, quando almejamos Poder algo e o alcançamos, a sensação é maravilhosa, porém temporária; logo estaremos buscando outra forma de Poder. A sensação de Poder parece viciante, parece algo implantado em nosso DNA, algo que está mais além da cultura, da filosofia, da personalidade. A busca pelo Poder parece estar na raiz da nossa essência, e se este for realmente o caso, ter Poder é uma busca do Ser que somos. Dedução interessante, porém que se traduz em nova questão: Porque o Ser, Aquilo que consideramos “Espiritual”, “Inefável”, “Divino”, buscaria Poder? A resposta para esta questão pode ser deduzida da sabedoria de um antigo mestre, que nos presenteou com as sete Leis Herméticas descritas no livro Caibalion, que apresentamos a seguir:

1- Lei do Mentalismo: "O Todo é Mente; o Universo é mental;"

2- Lei da Correspondência: "O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima;"

3- Lei da Vibração: "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra;"

4- Lei da Polaridade: "Tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados;"

5- Lei do Ritmo: "Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação;"

6- Lei do Gênero: "O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação;"

7- Lei de Causa e Efeito: "Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas nenhum escapa à Lei."

    Pela segunda Lei Hermética, a Lei da Correspondência, as dimensões de manifestação do Ser compartilham situações similares, podem ser diferentes em sua forma, porém são equivalentes em sua essência. Assim, se existe a busca pelo Poder na dimensão terrestre ou mundo tridimensional, certamente, alguma forma de busca pelo Poder existe em dimensões superiores (Espiritual-Espaciais) e, também, nas dimensões inferiores (infradimensões) de manifestação.

    Ampliando esta visão do que é o Poder em sua essência, podemos deduzir que a primeira manifestação de Poder vem da origem das origens. Vasculhando em minhas memórias (as memórias do Ser que Sou), pude contemplar o Supervisor, um habitante do Absoluto, região dimensional aparentemente fora do tempo e do espaço que, por falta de outro nome, pode ser, também, denominada Maternidade Cósmica. Nesta dimensão, as essências primordiais são como crianças brincando em um eterno parque de diversões. Porém, em algum momento, uma delas contempla a si mesma e desperta para algo novo, para o Ser que É. Antes deste precioso momento, a criança-essência existia, porém sem consciência de si mesma, existindo como uma gota de água existe dentro do oceano. Após este momento singular, Ela desperta e passa a ter consciência de si mesma, passa a se ver como um indivíduo, nasce o “EU”. Assim, surge o primeiro Poder: O PODER DE SER. Portando, pelo que pude perceber pelas minhas experiências, “Poder” é um atributo universal, um “dom divino”, por assim dizer, na sua essência, pois nasce, justamente, no momento em que a criança-essência se autodescobre. O Poder de Ser é o primeiro presente do Criador para sua Criatura. Olhando por este prisma, a frase bíblica “crescei e multiplicai-vos” ganha outra perspectiva.

    Ao sair do Absoluto, a criança-essência é consciência pura, não tem corpos para manifestação. Sua primeira necessidade, então, é adquirir o Poder de desenvolver corpos nas distintas dimensões de manifestação. A primeira manifestação vibracional da consciência ao se pronunciar do Absoluto é o Amor dos Amores, a Fonte da Vida. Os místicos conhecem essa dimensão pelo nome de Glórium ou Pai Interno. A criança-essência ou Mônada, que opta por adquirir um corpo vibracional nesta dimensão de manifestação do Ser, cria para si mesma a primeira estrutura: o átomo do Pai Interno. Assim, a consciência que existe independe de corpos vibracionais, passa a interagir com a primeira dimensão onde reina a Lei Única. Este processo de criação desenvolvido pela consciência parece distante de nós, pobres mortais. Porém, observando, atentamente, percebemos que a presença da primeira criação está aqui e agora, em nós mesmos, vibrando ativamente. Sua vibração pode ser percebida pela glândula pituitária.

A Glândula Pituitária permite o acesso

vibracional a dimensões espirituais

 

    A criança-essência, percebendo que pode avançar em seu processo de aprendizado, já ocupando seu primeiro corpo de manifestação, cria para si um segundo corpo vibracional, um pouco mais denso que o primeiro, pois este ficará submetido a duas possibilidades, basicamente: ação-reação. Aqui podemos citar a Lei da Polaridade, descrita no item 4 das Leis Herméticas: para algo positivo existe algo negativo, para a luz existe as trevas, para a evolução existe e involução, para o esquerdo existe o direito. Interessante observar que, ao criar a dualidade positivo-negativo, surge naturalmente a conciliação, ou, em outras palavras, a neutralidade. Esta é a dimensão das três Leis: Positivo, Negativo e Neutro, ou Ação, Reação e Conciliação.

    Falando cientificamente, dentro da área da Física Quântica, partículas subatômicas podem se comportar como estruturas materiais (partículas) e também como formas vibracionais (ondas). A dualidade onda-partícula, evidenciada na Física, em nossa visão, é uma consequência da própria criação, ou seja, intrínseca a nossa natureza. Novamente, todas estas informações parecem estar muito distantes de nós, porém não é assim. A glândula pineal, localizada praticamente no centro do nosso cérebro, pode acessar as vibrações desta dimensão, a segunda em densidade vibracional. Observamos que, como esta região é caracterizada pela polaridade ou dualidade, dois pontos de acesso vibracional são formados em nosso corpo. Portanto, sendo a glândula pineal o primeiro, sua contrapartida pode ser observada na base da coluna, no cóccix. Assim, se estabelecem as polaridades espirituais no corpo Humano: na base da coluna, no osso do cóccix, encontramos a polaridade feminina; na glândula pineal, encontramos a polaridade masculina.

    Descrevendo esta situação pela lente da Física, podemos afirmar que a glândula pineal representa uma polaridade positiva, enquanto a base da coluna, mais precisamente no cóccix, a polaridade negativa. A interação entre estas duas polaridades forma as correntes elétricas fundamentais da vida, o que ficou conhecido misticamente pelo nome de Espírito Santo. Portanto, para aqueles que acham que o Espírito Santo é algo distante de nós, equivocam-se terrivelmente. De fato, nossas observações indicam que se não fossem estas correntes elétricas que fluem pelo corpo, a vida corpórea não seria possível. Nós, literalmente, só vivemos pela ação do Espírito Santo em nós, não aquele dogmático e misterioso ensinado por algumas religiões e que ninguém sabe o que significa, mas sim, o Espírito Santo em forma de energia que circula por todo o nosso corpo e tem suas polaridades evidenciadas nos pontos supracitados. Sabemos, pela Física, que uma corrente elétrica contínua só se forma quando existem polaridades positivas e negativas envolvidas; aqui está o mistério do Espírito Santo revelado dentro de nós mesmos. Estes dois pontos geram fluxos de eletricidade por todo o corpo, transitando de forma mais perceptível pelos meridianos, canais por onde flui a energia nas suas diversas formas. Tais canais são estudados há milênios, principalmente pela medicina tradicional chinesa. Cada corpo Humano é, em si mesmo, uma espécie de dínamo com circuitos elétricos muito precisos e com campos eletromagnéticos únicos. O campo eletromagnético de um corpo Humano é como uma impressão digital cósmica: cada um tem o seu.

    Apesar de a humanidade usar a energia, em suas diversas formas, há muitos anos, ainda desconhecemos sua essência. Sabemos que, para existir eletricidade, é necessário o movimento do elétron, porém desconhecemos a essência do elétron. Em síntese, usamos os elementos da natureza sem conhecer seus aspectos essências, sem conhecer sua natureza espiritual. A ciência está se limitando aos aspectos materiais por puro desconhecimento de causa, por pré-conceitos que remontam à idade média, época em que proeminentes cientistas foram ameaçados pela fogueira da inquisição. Este tempo já passou, agora necessitamos de uma Ciência Espiritualizada e, reciprocamente, uma Espiritualidade Científica, pois a era dos dogmas também já passou.

    A criança-essência, em sua busca pelo crescimento, desperta para se afirmar nas dimensões cada vez mais densas da natureza, cria para si mesma o terceiro corpo vibracional, o ponto de equilíbrio entre o positivo e o negativo, conhecido como “O Filho”. Para os que conhecem a doutrina cristã, este aspecto vibracional corresponde precisamente ao Cristo, o Filho do Espírito Santo. Vibracionalmente falando, o Cristo, o Filho do Espírito Santo em nós mesmos, é a parte do nosso Ser mais próxima de nós, Humanos, pois é Dele que parte o princípio reencarnante. Sua vibração está localizada no nosso coração, no ventrículo esquerdo, bem no centro desta câmara, por onde passa o sangue arterial. Os pulmões se enchem de ar e enriquecem o sangue com oxigênio e eliminam o gás carbônico. O sangue rico em oxigênio passa pelo átrio esquerdo e depois pelo ventrículo esquerdo, onde recebe a vibração do Cristo em nós; assim, recebemos a vida a cada respiração.

O Coração é a sede vibracional do Cristo Íntimo em nós mesmos.

    “Aquele que come minha carne e bebe meu sangue, mora em mim e eu nele”. Esta frase foi atribuída a Jesus Cristo e ficou registrada na história, constando nos livros sagrados. Porém, por uma leitura vibracional do que descrevemos sobre o que ocorre em nosso coração, podemos dizer que a carne e o sangue provêm do Cristo Íntimo, ou seja, nosso alimento primordial é uma constante. Considerando que a “Fonte da Vida”, em primeiro plano, é a respiração, essa, só se torna vida para o corpo quando passa pelo ponto vibracional do Cristo em nós, ou seja, a cada respiração recebemos a Vida, recebemos a carne e o sangue do criador como nutrição vibracional primária, pelas mãos do Cristo vivo em nosso coração. Esclarecemos que isto não é uma metáfora, aqueles que meditarem nestas palavras poderão ver, por si mesmos, a realidade dos fatos. O alimento essencial da vida está na doação terrivelmente amorosa da criança-essência, na sua manifestação vibracional do terceiro corpo, o Cristo Íntimo, em nós mesmos a cada respiração.

    Estes três corpos vibracionais são considerados superiores, pois nunca se contaminam com as peculiaridades da matéria. Podemos apenas percebê-los na forma de vibração, podemos sintonizá-los e senti-los por meio dos pontos de referência citados. Quando um corpo Humano morre, o Ser recolhe toda a experiência dentro do Átomo Nous, o ponto de referência no coração, que emana a vibração do Cristo Íntimo em nós. É interessante observar este momento que antecede a morte, pois este recolhimento feito pelo Ser, é constantemente relatado por pessoas que passam por experiência de quase-morte, como um túnel luminoso. Quando o raio da morte atinge o Humano, este passa recolhendo toda a experiência da existência que está presente no sangue, pois as células recebem e transferem para o sangue as informações constantemente, e em seguida se dirige para o ventrículo esquerdo, atravessando o véu que separa as dimensões e se projeta para a quarta dimensão, ou dimensão astral. 

    Como a primeira diretriz que vem do Absoluto é a de Poder Ser, a criança-essência, também conhecida como Mônada, após criar os três corpos vibracionais superiores, cria mais três inferiores para dar suporte à manifestação corpórea Humana tal como a conhecemos. São eles: o corpo vibracional mental: sua vibração pode ser percebida mais intensamente na cabeça. O corpo vibracional emocional ou astral: apesar de se estender por todo o corpo, tal como o mental, sua vibração é mais intensa entre o peito e o umbigo, tendo um centro vibracional mais perceptivo no fígado. O corpo vibracional vital: também é criado para viabilizar a experiência física, e revitalizar o corpo Humano, principalmente durante o sono. Sua presença é perceptível nos quadris, apesar da sua atuação ser em todo o corpo Humano. Ele é responsável pela fabricação de células novas. E, finalmente, por último é criado o corpo físico, que também é um corpo vibracional, porém de alta densidade material que se estabelece no planeta e tem todo este aparato, que descrevemos acima, para se manter ativo nesta dimensão. Considerando os aspectos vibracionais envolvidos na criação dos corpos, o corpo físico é considerado o quarto corpo inferior do Ser.

    Após incontáveis anos de experiência na fabricação de corpos vibracionais, a criança-essência, cria para si mesma, o corpo físico Humano, este que nós ocupamos agora. O corpo Humano é, portanto, a última etapa da criação, o ponto mais baixo nas faixas vibracionais que emanam do Absoluto. Para este conjunto de criações, nas diversas dimensões vibracionais do universo, damos o nome de Ser. O Ser é o conjunto de todos os corpos criados pela Mônada, a criança-essência, que emana do Absoluto, em sua jornada de experimentar o PODER DE SER. Importante esclarecer que a criança-essência “é”, independentemente de quaisquer destes corpos vibracionais de sua criação. Mais importante ainda, é sabermos que todos os corpos criados, um dia, serão eliminados, e a criança-essência, sendo pura consciência, continua sendo o que “É”.

    A criança-essência cria estruturas vibracionais corpóreas nas diversas dimensões para exercer o seu Poder de manifestação.

    Quando o Grande Universo se recolher no Absoluto, toda criação é recolhida com Ele. Pralaya, segundo a Teosofia, é o período de tempo do ciclo de existência dos planetas em que não ocorre atividade. Ele dura, segundo o cômputo dos Brâmanes, 4.320.000.000 de anos. O período de atividade, chamado Manvantara, tem a mesma duração. Tomando 360 Manvantaras e igual número de Pralayas, obtêm-se um "Ano de Brahman". A duração de 100 "Anos de Brahman" forma uma "Vida de Brahman", também chamado de Mahamanvantara, durando no total 311.040.000.000.000 de anos. Este é, segundo Blavatsky, o período de atividade do cosmo, seguindo-se um período de inatividade, chamado Mahapralaya, de igual duração.

    O ciclo de vida e morte se repete para o corpo Humano, para os planetas, para os sistemas solares, galáxias e para todo o universo. Aqui citamos novamente a segunda Lei Hermética, a Lei da Correspondência. Similar ao princípio reencarnante Humano, também existe o princípio reencarnante planetário. Os mundos também morrem e depois renascem. A Lua, nosso satélite natural, por exemplo, é um cadáver cósmico em decomposição. Nossa Lua morreu para nos dar a vida. A Terra, com toda a sua vida em abundância, é filha da Lua; isto não é uma metáfora. A Lua já teve vida em abundância, como nosso planeta, em uma época muito distante, quando terminou seu ciclo vital recebeu um impacto cósmico que transferiu a maior parte da sua massa, água, recursos minerais e gasosos, para a Terra. Assim, planetas morrem, planetas nascem, e a vida segue. Conheço estes fatos, pois me lembrei das experiências vividas na antiga Terra-Lua, certamente um bom tema para os próximos artigos.

    Assim, como o Humano anseia, em sua busca de “Poder Ser”, de alcançar a iluminação, a ascensão espiritual, a emancipação ou mestria, também um planeta busca “Poder Ser” iluminado, torna-se um sol, uma nova estrela a brilhar no cosmos. O sistema solar, em sua busca de “Poder Ser”, objetiva construir para si um conjunto de sistemas solares e, um dia, após bilhões, talvez trilhões de anos, se emancipar para uma galáxia.

    Concluímos este artigo indicando que “Poder Ser” é uma característica intrínseca do Ser Humano, na sua parte mais essencial, assim como é para todo o cosmos. Ela provém diretamente do Absoluto e nasce juntamente com o despertar da consciência. No exato momento em que a criança-essência se auto-observa e se autorreconhece como indivíduo capaz de Ser, começa sua jornada, praticamente infinita, de possibilidades de criação. O Poder não é algo “ruim”, nem “bom”, O Poder é o motor que nos move no sentido da contínua autodescoberta de nós mesmos. Nascemos, em todos os níveis vibracionais, para “Poder Ser”, o Universo conspira para “Podermos Ser”.

    A cada novo despertar consciencial, como crianças-essências que somos, olhamos internamente para nosso coração, ponto de ligação vibracional com as dimensões superiores do Ser que Somos, e perguntamos:

    - É só isto que existe?

    O Supervisor das crianças-essências, nossa referência espiritual interna, nos diz a cada novo despertar, a cada nova autodescoberta:

    - Escolha... 

    E o Universo descortina outras infinitas possibilidades de Ser!

12 de outubro de 2016.

 

 

 

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