Quem sou

15-04-2017 23:04

 

Quem Sou?

 

“Tu és o resultado de ti mesmo. Desperta, caminha, move-te, luta, decide-te e triunfarás na vida. Nunca penses na sorte, porque a sorte é o pretexto dos fracassados. Levanta-te, olha a manhã e respira a luz do amanhecer, tu és parte dessa força da Vida”.

Litelantes, México 1996.

 

    Este artigo tem como eixo norteador a frase acima atribuída à Senhora Litelantes, esposa do Senhor Samael Aun Weor. Há alguns anos me foi entregue um pequeno texto que, segundo nossa fonte, foi deixado por Ela. Esta extraordinária Mulher teve um papel fundamental na concretização das atividades do Senhor Samael, em seu papel de divulgador de um conhecimento de alto nível espiritual.

    Ao encontrar este pequeno texto, entrei em sintonia com Ela, uma representante do Eterno Feminino que, por vários anos durante sua vida, presenteou ao mundo com sua presença luminosa e sua sabedoria. O objetivo deste artigo é abrir uma porta de acesso vibracional, um portal, para a comunicação direta com o Ser que Ela É. Para tanto, utilizaremos as frases deixadas por Ela e, no intuito de despertar a consciência para o conhecimento que nos foi transmitido neste pequeno texto, exploraremos cada palavra, cada frase. Esclarecemos que o texto original é em espanhol e fizemos alguns ajustes na tradução para dar sentido às frases em nosso idioma.

 

“Não culpes a ninguém, não te queixes de nada, nem de ninguém, porque, fundamentalmente, tu tens feito tua vida”

 

    A causa dos nossos fracassos seria culpa dos outros? Nossa infelicidade na vida, por acaso é culpa das outras pessoas? O que acontece quando culpamos aos outros por nossos problemas?

    Em todos estes anos de pesquisa, nossa observação nos leva a concluir que somos o resultado de nossas ações, emoções e pensamentos. Em síntese, nós recebemos aquilo que emitimos ao universo. Uma pessoa poderia dizer: “Eu não quero ser raivosa”; porém, que tipo de energia ela está emitindo? Outra pessoa poderia dizer: “Eu não quero briga, não quero conflito, não quero me indispor com ninguém”; no entanto, é o que mais faz. Como isto é possível? Que mecanismos estão por trás de ações que nos levam a atuar, justamente, ao contrário do que gostaríamos? 

    Percebemos que é importante entender quais as influências que recebemos ao longo de nossa vida e que, em alguns momentos, nos levam a ações e caminhos muito diferentes dos que idealizamos. Existe, pelo menos, três aspectos relevantes da nossa mente que observamos com muita atenção e são fontes de interferência em nossa vida diária: A Mente do Estado de Vigília ou Mente Superficial, a Mente Subconsciente e a Mente Inconsciente. Estes três níveis mentais estão atuando o tempo todo e são responsáveis pelas emissões vibracionais do Ser que Somos. Esclarecemos que usamos o termo mente superficial para representar os momentos que estamos acordados, ou seja, o chamado estado de vigília onde sobressai a personalidade da pessoa. Mesmo que a mente superficial fale: “Eu não quero sofrer”, se a mente inconsciente emitir um sinal de sofrimento, o universo, por um efeito espelho, refletirá para aquela pessoa sofrimento.

    Explorando um pouco mais estes três níveis mentais, podemos associá-los da seguinte forma: A mente superficial também chamada de estado de vigília, é esta que se comunica diariamente com as outras pessoas durante o dia, em estado acordado. Esta mente superficial se manifesta por meio da personalidade e atua apenas na superfície do Ser que Somos.         Sua manifestação superficial é baseada nas formas socioculturais, na influência do meio familiar e adaptação ao sistema planetário. Sua natureza é totalmente superficial e, praticamente, nada sabe sobre verdadeira natureza do Ser. No entanto, é fundamental que esta mente superficial do dia-a-dia, a nossa Personalidade Humana, se torne consciente e disponível para o trabalho interno, pois assim, é possível trazer informações dos outros níveis mentais para mente superficial a fim de melhorar nossa relação com a vida e ainda, transmiti-las aos nossos semelhantes.

    A mente subconsciente está relacionada às coisas que aconteceram durante a gestação, primeira infância, ou ainda, durante um período traumático do qual a pessoa não se lembre. São raras as pessoas que têm lembranças de dois ou três anos de idade. Raríssimas as pessoas que conseguem se lembrar de algo que lhes aconteceu durante o primeiro ano de vida. Por vezes, só é possível atingir este nível de acesso com técnicas como a hipnose. Porém, mesmo que não tenhamos lembranças, as memórias estão lá, no registro celular, nos influenciando sistematicamente a cada momento de nossa vida.

    A mente inconsciente é um departamento extraordinário do Ser que Somos. Atingir este nível demanda certo esforço e dedicação, pois está muito além da nossa personalidade, e também muito além das memórias da tenra infância. Estamos nos referindo a tudo o que fomos, as nossas existências passadas e todos os relacionamentos que tivemos com todas as pessoas, em todas as épocas em que vivemos, além da bagagem genética herdada dos nossos familiares, desde o momento em que decidimos ingressar neste planeta-escola. A mente inconsciente é um verdadeiro oceano de informações, no qual precisamos navegar e desvendar seus mistérios para nos autoconhecer, para despertar o Ser que Somos.

 

“Aceita a responsabilidade de edificar a ti mesmo, e o valor de acusar-te em teus fracassos para voltar a começar a corrigir-te. O triunfo do verdadeiro homem surge das cinzas do erro”.

 

    Mesmo que a mente superficial do dia-a-dia, manifestada em nossa personalidade, busque o sucesso, se a mente inconsciente estiver vibrando no fracasso o que resultará? Pois a mente inconsciente é a somatória de tudo o que já fomos, em tantas vidas passadas; como superar este “monstro” de recordações vivas em nosso interior? Como transformá-lo?             Constantemente vêm à torna, à superfície da mente superficial, rompantes de manifestação deste passado submerso em nossos níveis mentais mais profundos. Segundo nossas pesquisas, a mente superficial do dia-a-dia manifestada por meio da nossa personalidade, representa, na grande maioria das pessoas, em torno de 4 a 5% do potencial mental do indivíduo. Outros 8 a 10% estão contidos na mente subconsciente e, aproximadamente, 85% ou um pouco mais, estão sob o domínio da mente inconsciente.

    Considerando a somatória da mente inconsciente com a subconsciente, chegamos a um percentual de aproximadamente 95% de pensamentos, emoções e ações que não estão sob o domínio direto da nossa personalidade, ou seja, escapam ao filtro da mente superficial do dia-a-dia. Diante deste cenário mental interno, aparentemente caótico, o que fazer? Como agir diante deste imenso desafio? A resposta está precisamente na frase que citamos acima: assumir a responsabilidade pelo que nós somos, pelo que fomos em nosso passado e pelo que queremos nos tornar em nosso futuro é a chave fundamental para o sucesso.

    Se realmente queremos nos desenvolver em todos os aspectos do Ser que Somos, precisamos investigar a fundo nossa natureza interior, abrir os níveis mentais, tornar consciente aquilo que está subconsciente e inconsciente. Os instrumentos de investigação apenas do tipo material são insuficientes para alcançar tais níveis. Nossas pesquisas indicam que, enquanto observarmos a nós mesmos pelos pressupostos da ciência materialista ou pelo dogmatismo religioso, ou ainda, pelas tendências culturais e filosóficas, permaneceremos apenas na superfície. Por este motivo, sugerimos o desenvolvimento da Espiritualidade Científica, uma nova ciência em harmonia com uma nova percepção da realidade. Uma ciência baseada e norteada pelos princípios e valores do Ser. Uma espiritualidade sem fanatismos, sem dogmatismos e sem a infantil necessidade de dominar os semelhantes por meio do medo e da ilusão.

 

“Nunca te queixes do ambiente e dos que te rodeiam. Existe quem, em teu ambiente, soube vencer. As circunstâncias são boas ou más segundo tua vontade e a fortaleza de teu coração. Aprende a converter toda situação difícil em uma oportunidade para triunfar”.

 

    Percebemos, em nossa fala diária, as justificativas para não realizar ações práticas que podem desenvolver nossos aspectos psicológicos e espirituais: “Hoje não deu tempo de meditar”, “Concentrei-me no trabalho, por isto aconteceu...”, “Mas este sistema financeiro é uma...”, “A culpa é dos políticos”, “Minha religião não permite...”. A lista é interminável. Existem todos os motivos do mundo para justificar a nossa incapacidade, nosso conformismo, nosso ceticismo, nosso fracasso, nossa preguiça e nossa má vontade. Porém, existem pessoas, aqui e agora, que estão triunfando na vida, se autodesenvolvendo, tornando-se autoconscientes do Ser que São. Como isto é possível? Qual o segredo do sucesso destes indivíduos? Como atingir tal triunfo? A senhora Litelantes, em suas palavras de sabedoria, expõe claramente, na frase supracitada, que todo o potencial do Ser que Somos está dentro de nós mesmos. Por que culpar o ambiente que nos rodeia? Por que atribuir a culpa aos nossos semelhantes? Por que criar justificativas, dia após dia, para nos afastar do nosso próprio potencial interno? Certa vez escutei de uma pessoa sábia que o maior medo do Ser Humano é o de descobrir quem ele realmente É, pois se torna evidente que acarretaria em desvendar e assumir todo o seu potencial!

 

“Não te queixes de tua pobreza, por tua saúde, por tua sorte. Enfrenta-te com valor e aceita que, de uma outra maneira, o que vives são os resultados de teus atos e a prova que tens de vencer”.

 

    A palavra “pobreza” não significa apenas falta de dinheiro. Percebemos que somos pobres emocionalmente, intelectualmente, espiritualmente. Mas o pior é que somos pobres energerticamente. Praticamente nada sabemos de nós mesmos, do Ser que Somos. Observamos que boa parte dos problemas psicológicos que o Ser Humano enfrenta nos dias atuais tem sua causa em uma pobreza de espírito. A sensação de estar desconectado daquilo que chamamos de espiritual torna o Ser Humano uma espécie de marionete para o elemento denso, também chamado ego. O mundo moderno tem oferecido às pessoas formas de viver extremamente superficiais, basicamente mecânicas. O enredo de uma vida se assemelha a uma máquina de triturar pessoas. Nascemos, crescemos moldados pelo meio, trabalhamos muito pelo sistema, procriamos, trabalhamos mais ainda para sustentar a família, envelhecemos e morremos, isto é tudo. Em que momento nosso Ser, nosso Íntimo Intuitivo, se manifesta em meio a esta avassaladora máquina mecânica de triturar psiques?

    Sendo este planeta uma escola, evidentemente, provas existem. Como fazemos para ser aprovados nas disciplinas do curso? Antes de mais nada, convém saber que curso é este, não é mesmo? Veja que coisa interessante: nos matriculamos em um curso planetário há milhões de anos, mergulhamos tão profundamente na ilusão mental gerada para este tempo-espaço em particular que já não nos recordamos nem o nome do curso, no qual nós mesmos nos matriculamos. Esclareço que o nome do curso é Cosmocrator, ou seja, criador de Cosmos. Estamos aqui para aprender a criar novos Cosmos, novos Universos. Por este motivo criamos de tudo: criamos filhos, criamos máquinas, criamos novos compostos, criamos virtudes e defeitos, criamos culturas e filosofias, criamos religiões e crenças, criamos guerra e paz, amor e ódio, criamos animais, criamos uma infinidade de vermes, bactérias, vírus e outros incontáveis parasitas dentro do nosso próprio corpo. Este planeta e seus habitantes, de qualquer espécie, são verdadeiras máquinas de criar.

    A sábia frase em destaque acima nos remete a refletir sobre toda a nossa criação. Queixar-nos por aquilo que se apresenta diante de nós não resolve o problema. Atribuir a dificuldade da prova ao professor, menos ainda. Temos a escola que pedimos e o professor que merecemos! Somos o resultado de nossas ações, pensamentos e sentimentos. A mudança que tanto queremos começa com uma nova forma de pensar. Diante de uma nova situação da vida, seja ela qual for, surge a oportunidade de nos autoconhecer. O autoconhecimento é a chave para herdamos a riqueza espiritual do Ser que Somos!

 

“Não te amargures com teus fracassos, nem atribuas ao outro. Aceita-te agora ou sempre seguirás justificando-te como um menino. Recorda que qualquer momento é bom para começar e nenhum momento é tão terrível para desistir”

           

    Nossa história Humana é semelhante à fase de meninos e meninas que ficam o tempo todo falando do outro. Observamos as guerras entre países que surgem por pura criancice: ciúmes religiosos onde cada um acha que a sua religião é a melhor, a mais elevada, a mais pura. Guerras por território são absurdas em sua essência, já que o planeta não é nosso. Somos criaturas temporárias sobre sua superfície. Existimos como espécie denominada pela ciência de Homo Sapiens há pouco mais de um milhão de anos, enquanto o planeta tem em torno de 4,5 bilhões de anos. Mesmo considerando as experiências anteriores da Atlântida e da Lemúria, somamos pouco mais de 20 milhões anos. Então, quem nós realmente somos ao agir assim? Brigamos feito crianças por uma Terra que não é nossa no sentido mais amplo da palavra.

    O Planeta é o corpo de um Ser magnífico que desconhecemos, e pior, que desrespeitamos diariamente com nossas imundícies. Para Ele, o Planeta que supomos ser nosso, bastaria um simples chacoalhar que todos nós, criaturas da superfície, desapareceríamos em questão de horas ou dias. Para aqueles que supõem o absurdo da posse da Terra para justificar toda sorte de barbaridades, o Senhor Melquisedeque, Gênio Planetário e soberano desta Terra em que vivemos, esclarece que apenas tolera nossa espécie, pois sabe que nosso “tempo de existência” sobre sua superfície é pequeno e suportável. Ele nos esclarece que o tempo de permanência da Humanidade sobre Sua superfície é semelhante ao tempo, no nosso caso, de um dia de trabalho intenso em que suamos muito e não vemos a hora de, ao chegar a nossa casa, tomar um bom banho. Se usarmos uma regra simples para estabelecer a proporcionalidade entre o tempo de vida planetário e o tempo de vida Humano, que representa toda a História Humana, considerando o tempo de vida da espécie chamada de Homo Sapiens, em comparação ao tempo de vida planetária chegaríamos a um valor aproximado de 12h, ou seja, comparando nosso tempo de vida com o tempo de vida do planeta, nós Humanos, estamos aqui sobre sua superfície a apenas metade de um dia da vida planetária.

     Este Senhor que se apresenta para nós como Melquisedeque e permite que expressemos suas palavras, é o mesmo personagem bíblico do livro de Gênesis que interagiu com Abraão quando este retornou vitorioso da batalha de Sidim. Melquisedeque é descrito nos textos bíblicos como o Rei de Salém e que não deixou descendência. Diz-se que não teve ascendência nem descendência, a quem a história atribui características sobre-humanas, divinas. Alguém de enorme valor que instruiu os povos e lhes deu a civilização. Ele se apresenta como um menino muito bonito de pele bronzeada, com roupa dourada e uma espécie de coroa em forma de cone de ouro na cabeça. Ele nos conduz a certas regiões do planeta que estão muito contaminadas por radiação nuclear e diz que isto o envenena. Muito interessante observarmos que o Planeta também tem órgãos semelhantes ao nossos como: coração, fígado, pulmão e sangue, certamente, se manifestam de forma diferente, porém guardam semelhança em suas funções. Ele nos mostra que seu fígado e sangue estão no limite do suportável e o tal “chacoalhão Planetário” pode vir a qualquer momento.

    Ele agradece a oportunidade de poder expor algumas de suas necessidades e explica que somos seres simbióticos, ou seja, precisamos um do outro para sobreviver, já que nos alimentamos do Planeta e Ele de nós. Porém, esclarece que pode viver longos períodos de tempo sem a necessidade da vibração do alimento do tipo Humano e que, se nós como espécie pensante, formos realmente inteligentes, precisaremos reestabelecer o equilíbrio simbiótico cessando, urgentemente, a agressão a Terra para reverter o envenenamento do corpo planetário. Caso nós, como Humanidade, não mudemos a forma de tratar o planeta, logo, logo, Ele, como Ser vivo que É, produzirá a ação das defesas do sistema imunológico planetário, com efeitos devastadores para os Humanos. Ele esclarece que poderão surgir novas doenças incuráveis, epidemias, e redução forçada do número de habitantes Humanos sobre sua superfície.

 

“Deixa de enganar-te, és a causa de ti mesmo, de tua tristeza, de tuas necessidades, de tua dor, de teus fracassos. Se tu tens sido ignorante e irresponsável, tu, unicamente tu, ninguém mais, pode ter sido por ti”.

 

    Nós somos a causas dos nossos sucessos e fracassos. Como espécie, somos a causa das nossas criações. O que vivemos hoje é resultado do que produzimos ontem. Se o Planeta está contaminado e envenenado, é por responsabilidade nossa. Se hoje existem doenças que atacam o sistema imunológico Humano, é porque produzimos problemas para o sistema imunológico planetário. Nossas criações e ações produzem efeitos dentro e fora de nós mesmos, sempre. O Sistema imunológico do planeta age baseado nos elementos da natureza: Ar, Fogo, Água e Terra. Quando uma determinada energia gerada por Humanos atinge a chamada “energia crítica”, ou seja, o limite possível de sustentação, entram em ação os elementos da natureza para produzir a limpeza. Por exemplo, quando existe, em uma grande cidade ou qualquer região, excesso de maus pensamentos e emoções descontroladas, sentimos o ar pesado, parece que os nervos ficam à flor da pele.     Então, entram em cena os elementos da natureza para produzir a limpeza. Ar, Água e calor (Fogo) aceleram o processo de chuva e surgem, às vezes, tempestades, que literalmente lavam as partículas suspensas na atmosfera carregadas com estas vibrações, conduzindo-as para a Terra, que tem a capacidade de assimilá-las, transformá-las e ou neutralizá-las.

    Produzir uma transformação interior corresponde, em certa medida, deixar de ser um produtor de lixo psíquico para o Planeta. O verdadeiro alquimista aproveita suas oportunidades de contato com o elemento denso e o transforma em energia de vibração virtuosa e conhecimento prático para si mesmo, para o seu autodesenvolvimento. O Ignorante produz mais e mais energia de baixa vibração, alimenta os elementos densos e suas egrégoras de manifestação e, por fim, deixa uma enorme quantidade de lixo psíquico que, inevitavelmente, vai para a Terra transformar. O que o Ser Humano inconsciente faz com seu lixo psíquico também o faz com o lixo do dia-a-dia. Todos os resíduos produzidos pela Humanidade vão para a Terra, que se encarrega de transformá-los. Acontece que existe um limite, e o Planeta está bem perto de atingi-lo.

 

“Aprenda com os fortes, com os audazes. Imita aos valentes, aos energéticos, aos vencedores. Inspire-se naqueles que não sucumbiram às situações difíceis, naqueles que venceram apesar de tudo”

 

    Por mais que a situação planetária não favoreça o processo de ascensão espiritual, isto não serve como desculpa. Desde que existe civilização, sempre existiram pessoas tentando dominar outras pessoas. Em qualquer época que estudarmos a história da Humanidade, com certeza encontraremos dificuldades, muitas dificuldades para o autodesenvolvimento Humano, em qualquer época ou tempo de vida. Entretanto, Homens e Mulheres, expoentes em sua época, apesar de toda dificuldade, conseguiram ascender em sua jornada espiritual. Aqui me recordo de uma máxima que um bom instrutor me falou certa vez: Diante de uma situação muito difícil, daquelas em que ficamos sem ação, do tipo que parece insolúvel, podemos nos interiorizar, elevar nosso pensamento às mais altas manifestações do Ser que Somos e pensar: o que Jesus Cristo faria? Entendo que esta máxima vibra intensamente com a frase destacada acima. Enquanto não reestabelecermos um estado de permanente consciência do Ser que Somos, faz-se necessário e imprescindível seguir os exemplos dos Mestres Ascencionados que passaram pelo planeta.

 

“Pensa menos nos teus problemas e mais no teu trabalho interno. Teus problemas, sem alimento, morrerão. Aprenda a nascer a partir da dor e a fazer menor o maior dos obstáculos”

 

    Diariamente projetamos para fora de nós nossos problemas, nossos conflitos internos. Observamos pessoas falando incessantemente dos seus problemas, das suas carências, das suas necessidades. É interessante observar que só notícias ruins chamam a atenção das pessoas. Os assuntos mais comuns são: doenças, momentos de sofrimento, crise econômica, corrupção na política, o quanto fulano bebeu e deu vexame na noite anterior. Observamos verdadeiras batalhas entre as pessoas por questões próprias da mente superficial, por questões da personalidade, tal como: qual é o melhor time de futebol, qual é a melhor roupa, qual perfume usar, qual religião seguir. As pessoas, em geral, se baseiam em valores e costumes estabelecidos pela sua cultura e sociedade, próprios da mente superficial representada pela personalidade, que nada, ou quase nada tem a ver com espiritualidade do Ser que É.

    Quase 100% dos supostos problemas da vida de uma pessoa são inventados pela mente superficial; de fato, não existem. Portanto, tais problemas fictícios são causados por uma ilusão tão poderosa que absorve a pessoa por toda uma existência, impedindo-a de ver, por si mesma, o quando ela é bela por dentro, o quanto cada Ser que se expressa no mundo é maravilhoso. A ilusão cria mecanismos fortíssimos de aprisionamento mental. Algumas pessoas só se dão conta de tal mecanismo no leito de morte, assim a ilusão ganha mais uma batalha, mais uma existência praticamente perdida.

    É comum encontrarmos pessoas já falecidas no plano astral, vivendo, trabalhando e fazendo as mesmas coisas que faziam em vida. A identificação com a ilusão do mundo material chegou a tal extremo que está sendo exportada para o além, para a vida fora do corpo físico. Encontramos pessoas envolvidas em bolhas vibracionais das mais variadas formas e tipos, profundamente iludidas a ponto de ser necessário um Ser de alto nível espiritual vir e arrancá-la a força para poder preparar um novo nascimento em corpo humano. Outras vezes, os Seres que coordenam os nascimentos criam no plano astral uma tempestade com chuva, raios e trovões fortíssimos, e aquelas pobres almas totalmente iludidas agem por puro medo e instinto, procurando uma caverna para se esconder. Quando encontram tal caverna na dimensão astral, na dimensão física corresponde ao útero de uma mulher. Assim, retornam a este mundo material tão inconscientes quanto saíram, as consequências da ilusão são devastadoras. Existem Humanos que não têm consciência do seu nascimento, passam a vida iludidos e por fim morrem, sem saber o que vieram fazer aqui. Este processo tem se intensificado nos últimos séculos por conta do baixo nível de consciência espiritual-espacial da grande maioria da Humanidade.

    A evolução tecnológica do século passado e deste é, realmente, extraordinária, porém, se permanecermos em um estado de consciência inferior, próximo ao estado de vibração de animais, de nada serve a tecnologia. Mesmo com tanta evolução material e tecnológica, ainda carregamos dentro de nós o ciúme, a intolerância, a raiva, o ódio, a inveja, a necessidade de dominar nosso semelhante escravizando suas mentes para obter lucro ou poder.  Ainda pensamos de forma totalmente egoísta em relação às outras pessoas, ao país, ao planeta. Entendemos que o próximo passo da Humanidade será voltado para o desenvolvimento interior do indivíduo, para a recuperação dos valores espirituais-espaciais do Ser que Somos. O Ser Humano precisa aprender a conviver harmoniosamente com seu semelhante e com o planeta onde está, antes de tentar explorar outros planetas. As viagens interplanetárias são liberadas pela comunidade galáctica às Humanidades que eliminaram seus vícios, seus egoísmos, e suas necessidades de domínio e busca desenfreada e inconsequente do poder pelo poder.

    Ao tomar a decisão de pensar menos em nossos problemas produzidos pela mente superficial, deixamos os elementos densos fracos, minimizamos o poder da ilusão e nos interiorizamos para perceber o potencial que temos; o verdadeiro poder brota do nosso coração, do Ser que Somos. Urgente se faz esta compreensão; somos Seres esquecidos, encarnados e vivendo em corpos praticamente animais, porém com potencial gigantesco de nos tornarmos Cosmocratores, ou seja, criadores de Cosmos. Tal curso é, sim, extraordinariamente difícil, contudo possível de ser concluído. Cada suposto obstáculo é uma lição. Reclamar, choramingar, atribuir ao outro a culpa, não vai resolver a questão. Todo poder emana do centro do nosso Ser, do nosso coração, da estrela pulsante que carregamos no peito. Consciente e inteligentemente podemos transformar um obstáculo em um trampolim que nos impulsiona para o próximo estágio da nossa própria ascensão íntima. Mudando nossa forma de pensar, nossa forma de sentir, nossa forma de atuar, contribuímos, como individuo, para uma mudança maior, envolvendo toda a Humanidade.

 

“Olha no espelho de ti mesmo. Começa sendo sincero contigo, reconhecendo-te por teu valor e vontade, e não por tuas debilidades, que apenas servem para te justificar”

 

    Os mecanismos de ilusão, próprios deste mundo-escola, atuam precisamente na fantasia que cada Humano cria para si mesmo. Geramos a fantasia da vaidade, da necessidade do poder, do encantamento pela materialidade. O espelho citado na frase acima é terrivelmente doloroso de encarar. Vermo-nos tal como somos realmente é assombroso; ver o que geramos ao longo de tantas existências neste planeta-escola nos embrulha o estômago, às vezes gera ânsia de vomitar. Porém, se queremos, sinceramente, nos transformar em Seres conscientes de nós mesmos, não existe outro caminho que pude identificar até agora. O espelho vivo de quem somos, de quem fomos, do que fizemos e fazemos é a solução definitiva para mudar nosso estado de consciência e atingir o nível espiritual-espacial da nossa Centelha Divina que nos trouxe a este mundo.

    Diante do espelho multidimensional do Ser que Somos, vemos nossos erros e acertos, nossos sucessos e fracassos, nossas subidas e nossas quedas. Vemo-nos como anjos e demônios, como habitantes dos níveis mais altos níveis da espiritualidade, assim como dos níveis mais baixos. O Ser que Somos é imensurável, habita muitos corpos em um mesmo planeta, muitos corpos em outros planetas, e ainda muito mais, independente de corpos. Cada Humano, Homem ou Mulher, pode despertar este poder dentro de si mesmo: o poder do autoconhecimento. Tal nível de compreensão expande nossa percepção e nos coloca em um estado de consciência elevado onde, de fato, conseguimos eliminar os elementos densos do nosso interior. Quando damos poder às debilidades Humanas, apenas nos justificamos como crianças ignorantes.

    O crescimento espiritual ou processo de ascensão é, essencialmente, um ato de rebeldia contra nós mesmos, não contra os outros. Enquanto que quase toda a Humanidade prefere olhar no espelho da ilusão, o rebelde espiritual olha no espelho da crua realidade dos fatos, não esconde nem por um segundo suas imperfeições do seu Íntimo. O rebelde espiritual, sincero trabalhador do seu próprio mundo interior, encontra forças em sua dor, em suas emoções feridas, em seu pensamento turvo e segue firme pelo “fio de Ariadne”. Tal fio é a forma como Teseu conseguiu sair do Labirinto do Rei Minos após derrotar o Minotauro, salvando sua futura esposa Ariadne. O fio de Ariadne corresponde precisamente a nossa intuição.

    Eliminar a ilusão introduzida há muitos milhões de anos neste planeta-escola é algo realmente intenso, exige de nós o nosso melhor. Por obra misericordiosa do nosso criador, não estamos sozinhos neste processo: temos uma intercessora, uma parte do nosso próprio Ser, que nos acolhe e nos conduz com infinita paciência durante todo o nosso desenvolvimento. Ela tem muitos nomes, está presente agora nas mais diversas formas místicas e religiosas do planeta e, também, em toda a história da Humanidade. É Ela quem se apresenta neste texto e guia estas linhas, no qual empresto minhas mãos para escrever. Trata-se do Princípio Universal Feminino, ao qual chamamos humildemente de “Mãe Divina”.

    Como é difícil encará-la sem derramar lágrimas; quase não consigo digitar diante de sua extraordinária presença misericordiosa. Ela nos ensina que cabe a Ela a eliminação das nossas imperfeições. Para nós, aprendizes Humanos, cabe a tarefa de reconhecer os defeitos ou elementos densos que carregamos há milênios, vida após vida, existência após existência, dentro de nós mesmos. Urgente se faz colocar o espelho da espiritualidade diante de nós mesmos. Com compreensão e consciência de quem somos realmente, sem rodeios ou ilusões de qualquer tipo, podemos verificar por nós mesmos a crua realidade do nosso interior e entregar a Ela, nossa intercessora junto ao Espírito Santo, para que nos cure. Uma técnica simples e muito eficiente é dobrar os joelhos humildemente e pedir que Ela, nossa Mãe Divina particular, também conhecida como Devi Kundalini, interceda por nós junto ao Espírito Santo para nossa cura e despertar da consciência.

    Este exercício não se trata de um ritual místico ou devocional. A experiência deste exercício, à luz da Espiritualidade Científica, tem um propósito vibracional bem definido e matematicamente estruturado. Ao dobrarmos nossos joelhos e nos colocarmos em contato com a Terra, este nosso planeta-escola, emitimos um sinal pelos chacras ou plexos de energia localizados nesta região do corpo. Tal sinal, derivado de uma atitude humilde diante do Criador, do Ser que Somos, é recebido e amplificado pelo centro planetário e enviado a todo o Sistema Solar. Esclareço aos místicos que o Sistema Solar corresponde ao céu bíblico. Cada planeta do Sistema Solar cuida de um departamento de cura e aprendizado para o Ser Humano; tudo é claro, sob a supervisão direta do nosso Senhor, o Sol, o Cristo-Estrela, que nos ilumina. Assim, é possível nos curar, eliminar nossos defeitos psicológicos e nos libertar da ilusão deste mundo.

 

“Recorda que dentro de ti mesmo há um Deus que tudo vê, que tudo pode fazer. Conhecendo a ti mesmo serás livre e forte, e deixarás de ser joguete das circunstâncias, porque tu és o teu destino e ninguém pode substituir-te na construção do próprio destino”

 

“Levanta-te, olha a manhã e respira a luz do amanhecer, tu és parte dessa força de vida”

 

 

15 de abril de 2017.

 

 

 

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