Ser

21-11-2015 20:31

    Falar do Ser é algo realmente desafiador. Quando escrevemos “do”, surge a impressão de que poderia ser algo masculino, o que de fato não é. Também podemos associar ao “do” alguma coisa que se resume a uma pessoa, estrutura, sistema, energia, padrão, etc. O que também não é. Pois bem, este é o desafio, escrever sobre algo que não pode ser descrito em palavras. O Ser vai muito além das palavras, da linguagem, das emoções e do pensamento. Em nossas pesquisas, descobrimos que só com a experiência direta é possível assimilar a real natureza do Ser. Para o sucesso desta experiência interna é necessário abandonar todos os padrões humanos conhecidos e assimilados nesta existência e em outras experiências físicas; é necessário nos despir de toda ilusão, é necessário conhecer a fonte.

    Em uma expedição ousada, nosso maior representante planetário em questões espirituais, viajou ao universo central para encontrar respostas para esta experiência inédita que aqui fazemos. Tal ousadia despertou interesse do grande observador, o que podemos chamar de universo primordial. Esta ousadia abriu as portas para outros investigadores chegarem à fonte, para conhecermos o Absoluto. Como é muito difícil colocar em palavras o que queremos dizer, vamos fazer uma metáfora que se aproxima da nossa observação.

    Além do nosso universo, existem outros universos paralelos e com leis físicas e dimensões diferentes. Para visualizar este cenário, podemos associar a imagem do nosso universo à imagem de um bago de uva e os outros universos paralelos, associados ao nosso, como outros bagos de uva, formando assim um cacho de uvas. Utilizando esta metáfora do cacho de uvas é, possível conceber o que, hoje em dia, é chamado de múltiplos universos, ou mais resumidamente, multiverso.

    Ainda seguindo com a metáfora do cacho de uvas, podemos visualizar outros cachos próximos e alguns mais distantes, por fim, temos a visão de uma gigantesca e, praticamente, inimaginável parreira de uvas. O que aqui descrevemos, metaforicamente, extrapola todas as pesquisas científicas atuais. Mesmo as mais modernas teorias da Física, tais como a da Relatividade, Mecânica Quântica, Teoria das Cordas, Teoria M e outras, são incapazes de explicar o multiverso.

    O que chamamos de universo primordial, seguindo o exemplo acima do cacho de uvas, é a flor que deu origem ao cacho de uvas. Portanto, seria, em termos comparativos ao padrão humano, nosso Pai/Mãe Universal, ou seja, nosso próprio criador. Esta metáfora é válida, e particularmente interessante, porque estamos tratando de uma flor que deu origem a um cacho de uvas com muitos bagos que representam múltiplos universos e, em um deles, estamos vivendo e nos desenvolvendo. Por outro lado, ainda existem outras flores surgindo, outros cachos se desenvolvendo, outros cachos amadurecendo e outros deteriorando e se desligando da grande videira. Cabe aqui, uma observação relevante: a flor que deu origem ao cacho de uvas cósmico se transforma no meio de ligação com o galho, já que ela dá origem ao cacho de uvas e, consequentemente, mantém a ligação com o troco da videira. Utilizando termos técnicos ligados à compreensão da natureza por meio da ciência, neste caso em particular a Física, podemos associar a flor primordial ao Big Bang, ou seja, à grande explosão que deu origem ao nosso universo observável.

    Utilizando uma visão de tempo não linear, podemos dizer que a flor primordial “ainda existe” em uma dimensão atemporal, mesmo que tenha passado, para nós, bilhões de anos. Quando atingimos outras instâncias do Ser, percebemos que o tempo linear é uma ilusão, um condicionamento mental ao qual nos submetemos para termos referências do antes e do “depois” neste tempo-espaço. Saindo deste condicionamento, é possível verificar que a flor primordial ou universo original, ou ainda, a expressão máxima da criação, pode ser visualizada e compreendida como um Ser que É e se manifesta em todas as suas instâncias. Ele nasce, cresce, evolui, se aprimora, cria em seu interior uma quantidade inimaginável de vida (o multiverso), amadurece e, depois de um tempo inconcebível para os padrões humanos, se desliga da videira. Porém, aquilo que é o mais precioso, as sementes existentes dentro do bago de uva universal, podem ser aproveitadas pelo TODO em uma nova criação.

    A flor primordial dá origem ao cacho de uvas cósmico, onde cada bago é um universo material similar, porém não idêntico ao nosso. Assim, o Ser Primordial cria dentro de si mesmo estruturas que podem ser habitadas por outros Seres, formando uma estrutura material e espiritual que corresponde à ordem de criação.

    Seguindo com a metáfora do cacho de uvas cósmico, o nosso universo é um Ser (no exemplo representamos por um bago de uva) que vive dentro de outro Ser (o cacho de uvas) que teve sua origem na flor primordial (Big Bang) e que nunca deixou de estar conectado à fonte da vida (a grande videira). A ordem na criação e ocupação destas macroestruturas acontece de acordo com o que, por falta de uma expressão humana apropriada, podemos chamar de Potencial Espiritual de cada Ser.

    A partir desta noção de concepção universal podemos, então, aprofundar nossa percepção para as estruturas internas do Universo. No princípio, logo após a concepção universal, formaram-se as primeiras estruturas habitáveis para o Ser: as partículas subatômicas e, em seguida, elas se aglutinaram em estruturas maiores: as partículas atômicas, tendo como primogênito o átomo de hidrogênio, formado basicamente por prótons e elétrons, mais as partículas de ligação. Esta estrutura, que denominamos átomo, é a manifestação no universo visível da “casa” ou do “corpo” de um Ser vivo. Este átomo primordial é, essencialmente, o tijolo básico de todos os outros átomos que nasceram depois; seu papel espiritual é importantíssimo, pois contém a vibração da criação.     Quando sintonizamos esta vibração, escutamos o som da criação. Tal som é muito semelhante ao som de uma colmeia de abelhas em plena agitação. Como nosso objetivo, com este artigo, é introduzir a noção de Espiritualidade Científica e o termo que estamos cunhando significa, em síntese, união entre ciência e espiritualidade, cabe, neste momento, fazer uma referência Bíblica. O som primordial que vibra com o Ser Hidrogênio já foi percebido por outras pessoas no passado e, sem os termos técnicos que citamos acima, poderia ser expresso assim:

 

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus.

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.”

João 1:1-3

 

    Sabemos como os termos místicos e religiosos são importantes: não os desconsideramos e nem queremos desrespeitar a maravilhosa sabedoria ancestral da nossa história, porém, nossas pesquisas indicam que podemos ver e ouvir, por outro ângulo e com mente aberta, o que pessoas altamente espiritualizadas e perceptivas já fizeram no passado. Podemos, ainda, atualizar os termos, a linguagem, para que este precioso conhecimento se encaixe na forma de pensar atual.

    A expansão do Universo, em seus primórdios, teve como consequência seu resfriamento. Durante este processo, o Ser criou estruturas maiores e mais complexas, que durante seu desenvolvimento se aglutinaram na forma de nuvens de hidrogênio, motivadas e direcionadas por vórtices gravitacionais gerados por outro Ser, que trabalha de forma inusitada:  o Espaço Quântico. O Espaço Quântico está em todo lugar e ao mesmo tempo; no entanto, é imperceptível. A noção de Espaço Quântico se aproxima da ideia conhecida na Física como Teoria dos Campos Unificados, porém a referida teoria falha, pois não consegue unificar as forças fundamentais com a Gravidade. Nossas pesquisas indicam que um fator que impede esta unificação é a limitação da velocidade do gráviton, partícula atribuída à gravidade. É provável que, nos próximos 50 a 100 anos, os cientistas percebam que a velocidade da luz não é um limite intransponível e que as ondas gravitacionais superem esta velocidade em aproximadamente seis vezes, justamente porque viajam pelo Espaço Quântico.

    Pois bem, para nós, o Espaço Quântico é a ligação espiritual que nosso universo tem com a Flor Cósmica Primordial que, por sua vez, liga os universos paralelos ao nosso, que, na metáfora do cacho de uvas, seriam os bagos de uva vizinhos. O Espaço Quântico está especialmente ativo no interior dos buracos negros, que são essencialmente pontos em que um universo “toca” o outro universo paralelo, como no exemplo, onde um bago de uva toca o outro. O Espaço Quântico modela o universo de forma similar a um escultor quando cria sua obra prima. O Espaço Quântico modifica a estrutura do tecido espaço-tempo criando forças gravitacionais que movimentam quantidades absurdas de partículas, aglutinando-as em um ponto específico que, sob altíssima pressão e temperatura, fazem surgir estrelas. No interior das estrelas são fabricados átomos mais pesados, utilizando como combustível o hidrogênio. As estrelas são fornos onde os átomos de hidrogênio se transformam em átomos de hélio e, de acordo a temperatura da estrela, podem ser criados átomos ainda mais pesados, como o carbono. Quando o ciclo de transformação hidrogênio-hélio se esgota, as estrelas podem explodir em supernovas, gerando os outros átomos mais pesados da tabela periódica.

    Na infância do nosso Universo, após milhões e milhões de anos de transformações iniciais, o Espaço Quântico passou a aglutinar as estrelas em galáxias, que se tornaram a morada de um Ser com Potencial Espiritual apropriado para gerenciá-las. Falando especificamente da Via Láctea, galáxia onde nosso sistema solar está inserido, o Ser que vive com este imenso corpo galáctico é conhecido por Sirius.

    O processo de criação é contínuo; o nosso universo é jovem e ainda vai crescer muito. Neste momento,] existem estrelas nascendo, desenvolvendo-se, gerando planetas a sua volta e, também, morrendo. O tempo de vida de uma estrela é uma eternidade quando comparado ao de uma pessoa. A ciência aproxima o tempo de vida do nosso sol em 4,5 bilhões de anos e projeta que ele ainda viverá tranquilamente outros 4 a 5 bilhões de anos. Falando especificamente do nosso sol, Ele também é um Ser que, entre os místicos, é conhecido como Michael ou Miguel, dependendo da tradução e cultura. Também, recebeu o nome de Hélios na mitologia Grega e Rá entre os Egípcios. Para nós, o que realmente importa é que a estrela que nos ilumina é um Ser vivo, tem consciência de quem é, do que faz, tem sentimentos, tem pensamentos e produz experimentos para seu aprendizado cósmico. Dentre os diversos experimentos que este grande Ser Solar realiza, podemos destacar um de importante relevância: nós mesmos, ou seja, a criação da humanidade.

    Como citamos no começo, falar do Ser é algo desafiador. Seguindo a ordem hierárquica de criação determinada pelo Potencial Espiritual, encontramos os seres que ainda não conquistaram a hierarquia de estrelas e, portando, precisam se estabelecer em planetas. Estes seres são conhecidos como Gênios Planetários. Basicamente, esta classe de seres está se preparando e acumulando experiência para, um dia, dar o grande salto e ocupar um corpo solar: uma estrela. É isto mesmo: os Seres se aprimoram, evoluem, se emancipam, se autorrealizam e, neste processo, mudam de corpo. Chegamos então à hierarquia dos Seres Planetas: nesta classe estão o nosso planeta Terra e toda vida que ele comporta. Nossas pesquisas indicam que o nome do Gênio Planetário do planeta Terra é Melquisedeque. Consideramos importante ressaltar que o planeta Terra é o corpo de um Ser e que nós, humanos, vivemos em sua superfície, de forma similar, guardadas as devidas proporções, é claro, aos micro-organismos que vivem em nossa pele.

    Avançando na estrutura e hierarquia da criação, chegamos ao estágio humano. Este estágio é o último da criação do Ser; podemos dizer que todo o universo conspirou para, em um determinado momento, a manifestação corpórea do Ser surgir. O Ser Humano é a personificação do Criador em escala microscópica. Quando o Ser atinge este estágio é porque já percorreu uma imensa jornada de criações cósmicas e adquiriu incontáveis conhecimentos que culminaram na elaboração de um corpo humano. O Estágio de criação de um corpo humano, ou humanoide de forma geral, passa por estágios e experiências demoradíssimas para os nossos padrões de tempo.

    De forma geral, a primeira manifestação do Ser na matéria é mineral. O Ser adquire conhecimento nesta dimensão evoluindo de grau em grau até chegar ao cristal perfeito. O segundo estágio é vegetal: o Ser adquire inúmeros corpos vegetais para conhecer suas estruturas e funcionamentos, tornando-se assim mestre na arte da criação vegetal. Outro estágio se relaciona com a água e formas de vida que estão nela, ou seja, plantas e toda classe de animais aquáticos, seja de água doce ou salgada. Por fim, vem a experiência com todos os tipos de animais terrestres e aéreos. Algo que nos chamou a atenção quando investigávamos estas vivências do Ser foi descobrir que boa parte delas não aconteceu aqui no planeta Terra e, portanto, a vida como a conhecemos não está limitada a este planeta, pelo contrário, a vida existe em abundância e em formas variadas pelo universo.

    Ao chegar ao estágio humano, o Ser começa um processo muito interessante: Ele motiva sua criatura humana a conhecer toda a extensão do Ser, ou seja, tudo aquilo que Ele já criou e experimentou. Este estágio é glorioso, pois temos a nítida sensação do retorno ao lar.

    Concluímos este artigo esclarecendo que aqui colocamos apenas um esboço das nossas percepções do que é o Ser. Consideramos que, mesmo de maneira simples, estas linhas podem ajudar a elucidar questões fundamentais da nossa existência, em especial, para os que buscam saber quem realmente somos e o que estamos fazendo aqui. Mais importante do que ler estas palavras é vivê-las, investigá-las, experimentá-las. Para nós, acreditar em algo ou em alguém não é suficiente para responder aos nossos questionamentos mais profundos. Indicamos a meditação diária como instrumento valioso para investigar as diversas instâncias do Ser e suas inumeráveis manifestações.

    O caminho para encontrar a verdade dentro de cada Ser Humano está aberto; as portas da Biblioteca Universal foram totalmente liberadas quando nosso maior representante espiritual planetário visitou o Universo Central, o Absoluto, o Grande Observador. O nome é irrelevante. O que importa de fato é saber que qualquer pessoa que queira pode ver por si mesma a criação em movimento. Cada Ser Humano, cada pesquisador de si mesmo, que ousar fazer as perguntas:

“Quem sou eu?”

“O que estou fazendo aqui?”

“Qual meu papel neste planeta?”

“Existe algo além deste mundo material?”

 

    Receberá a informação de forma direta. Uma frase muito conhecida no meio místico-filosófico diz o seguinte: “Quando o discípulo está pronto o Mestre aparece”.

 

21 de novembro de 2015.

 

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